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EUA permitem que petrolíferas retomem operações na Venezuela e aprovam novos investimentos em energia

13 fev 2026 - 14h06
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Os EUA flexibilizaram as sanções ‌ao setor energético da Venezuela nesta sexta-feira, emitindo duas licenças gerais que permitem às empresas energéticas globais retomar as operações de petróleo e gás no país membro da Opep e a outras empresas negociar contratos de investimento em novas operações energéticas.

O Escritório de Controle ⁠de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro emitiu uma licença geral ‌permitindo que a Chevron, a BP, a Eni, a Shell e a Repsol retomem as operações de petróleo e gás na ‌Venezuela.

A outra licença permite que empresas de ‌todo o mundo celebrem contratos para novos investimentos em ⁠petróleo e gás venezuelanos. Ela não permite transações com empresas na Rússia, Irã ou China, nem com entidades pertencentes ou controladas por joint ventures com pessoas desses países.

A medida foi a maior flexibilização das sanções contra a Venezuela desde que as forças norte-americanas capturaram ‌e destituíram o presidente Nicolás Maduro no mês passado.

Os EUA mantêm sanções ‌contra a Venezuela desde ⁠2019, quando ⁠o presidente Donald Trump as impôs durante seu primeiro mandato.

Trump agora busca US$100 ⁠bilhões em investimentos de empresas ‌de energia no setor energético ‌da Venezuela. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse na quinta-feira, durante seu segundo dia de viagem à Venezuela, que as vendas de petróleo do país desde a ⁠captura de Maduro atingiram US$1 bilhão e chegariam a outros US$5 bilhões em meses.

Wright disse que os EUA controlarão os lucros das vendas até que a Venezuela tenha um "governo representativo".

Desde o mês passado, o Tesouro emitiu várias outras ‌licenças gerais para facilitar as exportações, o armazenamento, as importações e as vendas de petróleo da Venezuela. Também autorizou o fornecimento de ⁠bens, tecnologia, software ou serviços dos EUA para a exploração, desenvolvimento ou produção de petróleo e gás na Venezuela.

O governo venezuelano confiscou os ativos da Exxon Mobil e da ConocoPhillips em 2007, durante o governo do então presidente Hugo Chávez. O governo Trump está tentando fazer com que essas empresas também invistam na Venezuela.

Em uma reunião na Casa Branca com Trump no mês passado, o presidente-executivo da Exxon Mobil, Darren Woods, disse que a Venezuela era "inviável para investimentos" no momento.

Wright disse na quinta-feira que a Exxon está em negociações com o governo venezuelano e coletando dados sobre o setor petrolífero. A empresa não comentou.

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