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Ação da XP recua após balanço; CFO vê melhora em NPS a partir do 2º tri

13 fev 2026 - 13h10
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As ações da XP recuavam em Nova York nesta sexta-feira, um ‌dia após o resultado do último trimestre do ano passado mostrar lucro líquido de R$1,3 bilhão, alta de 10% ano a ano, com expansão de 12% na receita bruta, para R$5,3 bilhões.

Analistas avaliaram positivamente os números, com a equipe do Citi afirmando que o grupo surpreendeu na linha de receita, com forte desempenho das receitas de mercado de capitais, ao mesmo tempo ⁠em que apresentou despesas controladas.

Para o Bradesco BBI, a XP apresentou um desempenho forte no trimestre, ‌impulsionado principalmente por serviços corporativos e emissores, o que apoiou a expansão do lucro antes dos impostos, que pode continuar em ritmo semelhante em 2026.

O lucro antes dos impostos (EBT, na ‌sigla em inglês) aumentou 20%, para R$1,5 bilhão, com ‌a margem nessa linha avançando para 31,3%, de 28,7% um ano antes.

As despesas administrativas ⁠gerais totalizaram R$1,7 bilhão no quarto trimestre, elevação de 10% ano a ano.

O JPMorgan destacou positivamente a alta de 16% ano a ano nos ativos sob custódia (AUC), a R$1,49 trilhão. "Considerando as tendências do ano até agora, esperamos continuidade desse desempenho sólido de AUC no primeiro trimestre de 2026."

Por volta de 12h40, contudo, os papéis caíam 1,47%, a US$19,48, após negociar a US$18,6 ‌na mínima até o momento. Na máxima, foram cotados a US$20,25.

Analistas do Safra pontuaram aspectos positivos ‌no resultado, mas acrescentaram que, no ⁠curto prazo, o sentimento ⁠em relação à XP deve melhorar apenas com um cenário macro favorável e maior tração de receitas.

NPS, ⁠MASTER

Um dos pontos negativos do resultado foi a queda ‌do NPS, uma métrica usada ‌para medir a satisfação dos clientes, que ficou em 65 nos últimos três meses do ano passado, de 74 no terceiro trimestre de 2025 e 70 um ano antes.

Segundo o diretor financeiro da XP, Victor Mansur, houve uma série de episódios "exógenos" à XP, ⁠envolvendo empresas como Ambipar, Braskem e o Master, que afetou um grupo específico de clientes, contaminando o NPS consolidado.

Ele afirmou em conversa com jornalistas que o primeiro trimestre de 2026 ainda deve mostrar um número pressionado, uma vez que reflete as pontuações médias nos seis meses anteriores, mas que janeiro e fevereiro mostram uma ‌recuperação.

Mansur afirmou estar confiante de que o NPS consolidado retornará à média no primeiro semestre. "Vamos ver ele voltando para o número reportado provavelmente no segundo, terceiro trimestre, por causa desse ⁠efeito da média."

Mesmo com o comportamento do NPS, o executivo afirmou que os clientes seguem confiando na XP e nos seus assessores e citou a retenção dos recursos pagos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) relacionados ao caso envolvendo o Banco Master.

Ele não detalhou valores, ou qual a exposição dos clientes da XP a ativos do Master, mas afirmou que a taxa de reinvestimento está perto de 80%, acima da média histórica de 65% a 70% em episódios de vencimentos de títulos, por exemplo.

O Banco Master foi liquidado no ano passado pelo Banco Central, após ganhar os holofotes com um crescimento agressivo financiado por emissão de dívida com promessa de retornos polpudos, que resultou em um forte impacto nas reservas do FGC.

Até o dia 6 de fevereiro, já haviam sido pagos R$36 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master -- 89% do montante a ser pago.

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