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Taxas dos DIs caem após Galípolo defender calibragem da Selic

9 fev 2026 - 11h58
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As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) oscilam em baixa nesta segunda-feira após o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defender uma "calibragem" da Selic, enquanto no exterior os ‌rendimentos dos Treasuries sustentam ganhos.

Às 11h44, a taxa dos DIs para janeiro de 2028 ‌estava em 12,64%, ante o ajuste de 12,67% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,425%, ante o ajuste de 13,507%.

O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 2 pontos-base, a 4,224%.

Em evento da ‍Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Galípolo afirmou que a palavra-chave deste momento do ciclo de política monetária é "calibragem", classificando o termo como "essencial". Ao mesmo tempo, defendeu que a previsão de corte de juros não representa uma "volta ‌da vitória".

"A gente está numa situação diferente do que estávamos ‌naquele momento quando a gente concluiu a alta (dos juros)... Mas também esta não é uma volta da vitória, porque justamente a gente ainda tem dados que mostram uma resiliência econômica, por isso que a gente está falando de um ajuste", afirmou.

No evento, Galípolo defendeu que é necessário reconhecer que houve uma melhora da inflação, mas ressaltou que as evidências mostram que o mercado de trabalho segue apertado. Galípolo reforçou a necessidade de "parcimônia, cautela" para colher os dados e "dosar a política monetária".

Em meio aos comentários de Galípolo, as taxas dos DIs perderam a força vista no início da sessão e se firmaram no território negativo nos contratos a partir de janeiro de 2028.

No fim de janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a intenção de cortá-la a partir de março. No mercado, a principal dúvida é sobre de quanto será ‌o primeiro corte.

Na B3, as opções de Copom precificavam na última quinta-feira -- dado mais recente -- 67,50% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 21% de chance de redução de 25 pontos-base e 6,30% de possibilidade de baixa de 75 pontos-base.

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