Entrevista de Lula ganha peso no mercado após pressão sobre contas públicas
Oficialmente, o governo nega ter concordado com aumentos aprovados pelo Legislativo
No Brasil, o destaque desta quinta-feira (5) é a entrevista do presidente Lula ao UOL, às 11h. O governo nega ter concordado com aumentos aprovados pelo Legislativo, tema que ganhou força após reuniões políticas na Granja do Torto.
O Ibovespa sofreu forte correção nesta quarta-feira (4) e caiu 2,14%, encerrando o dia aos 181 mil pontos, na maior queda diária desde 16 de dezembro. O movimento foi provocado por realização de lucros, aumento das incertezas fiscais no Brasil e um cenário externo mais adverso.
Ao longo do pregão, a Bolsa chegou a cair quase 3%, refletindo a saída de investidores após o rali recente. A queda só não foi maior porque as ações da Vale subiram 0,49%, ajudando a limitar as perdas no período da tarde.
A Petrobras teve desempenho mais defensivo, com quedas de 0,57% nas ações ON e 0,16% nas PN. Já o setor financeiro foi o principal peso do dia. As units do Santander caíram 2,70%, após a divulgação do balanço, abrindo a temporada de resultados dos bancos no quarto trimestre de 2025.
No câmbio, o dólar fechou praticamente estável, com leve queda de 0,01%, cotado a R$ 5,25, acompanhando a valorização da moeda no exterior, mesmo com a forte queda da Bolsa brasileira.
No cenário internacional, os investidores acompanham as reuniões do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE), ambas com expectativa de manutenção dos juros. Nos EUA, o foco está no relatório Jolts, além dos dados de emprego (payroll) e inflação (CPI), que ficaram para a próxima semana por causa do shutdown parcial.
O ambiente geopolítico ficou mais calmo após o Irã confirmar uma reunião com os Estados Unidos, marcada para sexta-feira (6), em Omã, para tratar do acordo nuclear. A notícia derrubou os preços dos contratos de petróleo: o Brent registra forte queda de 1,12%, a US$ 68,68, e o WTI recua 1,15%, a US$ 64,39.
No Brasil, o destaque do dia é a entrevista do presidente Lula ao UOL, às 11h. O governo nega ter concordado com aumentos aprovados pelo Legislativo, tema que ganhou força após reuniões políticas na Granja do Torto.
No campo fiscal, o Ministério da Gestão estimou impacto de R$ 5,3 bilhões em 2026 com projetos do Executivo, sendo R$ 4,2 bilhões ligados a reajustes e reestruturação de carreiras. Parte dessas propostas pode sofrer veto por pressionar o teto de gastos.
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