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Itaú espera normalização da inadimplência com alta pequena, mas sem preocupação, diz CEO

5 fev 2026 - 11h38
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O Itaú Unibanco não vê qualquer preocupação para o cenário de inadimplência do banco em 2026, afirmou nesta quinta-feira o presidente-executivo Milton Maluhy Filho, destacando que a instituição está bem provisionada.

O executivo citou que pode ‌haver uma "normalização" nos índices de atrasos nos próximos trimestres, com uma pequena alta, especialmente no setor de pequenas e ‌médias empresas, em razão de um "efeito mecânico" ligado a programas governamentais.

No quarto trimestre, a inadimplência acima de 90 dias consolidada, incluindo títulos e valores mobiliários, ficou em 1,9%, estável na base trimestral. Um ano antes foi de 2%.

"Houve um crescimento importante da carteira com programas governamentais. Essas carteiras tipicamente vêm com uma carência de oito ‍meses para os clientes... Ainda que tenha pagamento de juros no período, o banco só pode começar a cobrar o principal depois dessa janela. Então, por um bom tempo, o banco está reconhecendo a receita dessas operações, mas o cliente ainda não entrou em fase de pagamento. Quando entra a fase ‌de pagamento, é quando os atrasos efetivamente vêm. Então, tem um descasamento temporal ‌entre a concessão do crédito e o atraso", explicou.

Conforme essas carências começam a vencer, acrescentou, os atrasos na carteira de pequenas e médias empresas tendem a subir muito pouco ao longo do ano. Mas, segundo o executivo, é uma "normalização esperada", e, como são carteiras garantidas pelos programas governamentais, não se vê efeito direto no custo do crédito, reforçou.

"É um efeito mecânico do atraso, porque o atraso vai acontecer, mas como eles têm boas garantias, temos uma recuperabilidade muito alta. Portanto, o custo de crédito não sobe de forma desproporcional ao crescimento da carteira", afirmou Maluhy Filho em entrevista sobre o balanço divulgado na véspera.

MERCADO DE CAPITAIS

Maluhy Filho também afirmou que uma janela para ofertas iniciais de ações (IPOs) no Brasil talvez abra após a eleição de outubro, "com um pouco mais de previsibilidade que o investidor gosta para entrar em cases de empresas novas que nunca foram a mercado".

"Se tiver uma oportunidade, vão ser casos muito, muito específicos e pontuais", ponderou, citando também a perspectiva de queda de juros como um componente adicional para tais operações.

No mês passado, o banco digital PicPay, controlado pela família Batista, estreou na Nasdaq após levantar US$434 milhões em um IPO, sendo a ‌primeira nova listagem de ações por uma empresa brasileira em mais de quatro anos. O Agibank também registrou pedido para IPO em Nova York.

O CEO do Itaú também disse que espera que as operações de blocos de ações, que têm sido mais frequentes, continuem, assim como follow-ons "mais seletivos" tenham um papel.

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