Tarifas voltam ao radar dos EUA e elevam riscos globais em meio à guerra
Scott Bessent afirmou que tarifas comerciais podem voltar aos níveis anteriores até julho
Um dos pontos de atenção do mercado foram as falas do secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmando que as tarifas comerciais podem voltar aos níveis anteriores até julho.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão desta terça-feira (14) em alta de 0,33%, aos 198.657 pontos, renovando seu quinto recorde consecutivo e ficando ainda mais próximo dos 200 mil pontos. O principal motor do desempenho foi a melhora do cenário externo, com redução das tensões geopolíticas.
O alívio veio após Donald Trump sinalizar a retomada das negociações com o Irã, o que aumentou as expectativas de um possível fim do conflito no Oriente Médio.
Entre os destaques da Bolsa, a Petrobras liderou as perdas do dia, com queda de 4,44% (ON) e 3,82% (PN), pressionada pela forte queda do petróleo. Já a Vale fechou em alta de 1,08%, ajudando a sustentar o índice, enquanto o setor bancário avançou em bloco, com destaque para o Banco do Brasil, que ganhou 2,55%.
No câmbio, o dólar segue abaixo de R$ 5, após encerrar o último pregão com leve queda de 0,06%, influenciado pelo enfraquecimento global da moeda americana e pela melhora das tensões geopolíticas.
No cenário internacional, apesar do alívio, os riscos continuam. O fechamento do Estreito de Ormuz ainda preocupa o mercado por seu impacto no fornecimento global de energia. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (15), após forte queda anterior, mas seguem abaixo de US$ 100 — com o Brent a US$ 96,12 (+1,4%) e o WTI a US$ 92,58 (+1,42%).
Outro ponto de atenção veio dos EUA: o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que tarifas comerciais podem voltar aos níveis anteriores até julho. Com expectativa de crescimento forte da economia americana, acima de 3% a 3,5%.
No Brasil, o governo enviou ao Congresso, em regime de urgência, um projeto que prevê o fim da escala 6x1 e a adoção do modelo 5x2, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte de salários. A proposta tem forte apelo popular, mas levanta preocupações no setor produtivo sobre custos e produtividade.
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