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Ibaneis reage após secretário do DF admitir déficit nas contas: 'Fala inadequada'

Ex-governador afirmou que declaração de secretário é "fato irrelevante"

9 abr 2026 - 19h37
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BRASÍLIA - O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) reagiu às declarações do novo secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino Oliveira, que assumiu o cargo dizendo que há déficit orçamentário de R$ 2,7 bilhões nos últimos balanços das contas da capital federal. Procurado pelo Broadcast/Estadão, Ibaneis disse que a declaração do secretário foi "inadequada".

"Uma fala inadequada sem maiores consequências. De verdade, eu tenho consciência de todo o trabalhão que fiz. Não preciso tirar satisfação com ninguém, muito menos por um fato tão irrelevante", afirmou o ex-governador.

O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília / Estadão

Em entrevista à CBN Brasília nesta quarta-feira, 8, o novo secretário de Economia afirmou que recebeu a pasta com um déficit de R$ 2,7 bilhões e falou que há uma "máquina desgovernada". Ibaneis governou o DF entre janeiro de 2019 até o final de março passado.

"Não podemos ver o Distrito Federal como uma máquina desgovernada. Eu recebi os dois últimos balanços com mais de 2,7 bilhões em déficit orçamentário. Quer dizer, inadmissível isso", afirmou Valdivino.

Valdivino disse ainda que o seu maior desafio será reequilibrar as contas da capital federal, sinalizando cortes. Em especial, as contenções virão em serviços terceirizados.

O novo secretário de Economia foi nomeado, na semana passada, pela governadora Celina Leão (PP). Com a descompatibilização de Ibaneis, que vai concorrer ao Senado, ela assumiu o governo do Distrito Federal no último dia 30. Valdivino era secretário da Fazenda de Goiânia (GO).

Fontes próximas ao Palácio do Buriti disseram ao Estadão/Broadcast que Ibaneis chegou a ligar para secretários de Celina para reclamar da fala do secretário assim que a entrevista foi ao ar. Para a reportagem, o governador negou ter feito os contatos.

Para o <b>Broadcast Político</b>, Ibaneis elogiou a sucessora: "A minha relação com Celina é antiga e sempre foi pautada por muita sinceridade e confiança."

ELEIÇÃO AO SENADO

A declaração de Valdivino ocorre no momento em que Celina, pré-candidata à reeleição, enfrenta um embaraço político. Ela quer ter o apoio do PL e do ex-presidente Jair Bolsonaro para a disputa, mas o partido não quer ter Ibaneis, pré-candidato ao Senado, na chapa.

Ibaneis está no centro das investigações sobre o rombo no Banco de Brasília (BRB), onde o governo distrital é acionista majoritário. O banco comprou créditos podres do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e agora precisa encontrar uma solução para cobrir as perdas.

O BRB está em crise após ter comprado R$ 12,2 bilhões em carteiras de créditos do Master, que depois o Banco Central (BC) identificou que não tinham lastro. Ibaneis chegou a fazer uma oferta para comprar o Master em março de 2025, mas o BC reprovou o negócio em setembro, após se debruçar sobre o balanço dos dois bancos e encontrar indícios de crimes financeiros.

Com a crise do Master se aproximando do governo distrital, o PL decidiu se afastar de Ibaneis. Até então, era dada como certa que a chapa ao Senado apoiada pelo bolsonarismo seria composta pelo governador e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Agora, o partido de Bolsonaro quer a deputada federal Bia Kicis (PL) na segunda vaga.

Com isso, Celina possui duas opções: apoiar Ibaneis e arriscar ficar sem o apoio do bolsonarismo na candidatura à reeleição, ou não apoiar o aliado e ficar no palanque de Michelle e Bia. Uma fonte próxima ao Buriti disse, em reserva, que a governadora se encontra em uma "sinuca de bico".

Uma terceira opção, a de haver três candidaturas apoiadas pela governadora para duas vagas no Senado, é vista como ineficaz por aliados, já que abriria espaço para a esquerda conquistar uma cadeira. São pré-candidatas apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a deputada federal Erika Kokay (PT) e a senadora Leila Barros (PDT).

Ao <b>Broadcast Político</b>, Ibaneis disse que vai continuar articulando um apoio do PL e do PP. "Como sempre digo e repito, vou trabalhar até o último dia para que todos estejam juntos aqui e em âmbito nacional", disse o ex-governador.

Estadão
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