Azzas diz à CVM que desconhece decisões sobre cisão ou segregação de ativos entre controladores
O posicionamento ocorre menos de uma semana após a varejista tornar pública disputas societárias envolvendo Jatahy e Birman, surgidas após a fusão entre os grupos Arezzo e Soma
A Azzas 2154 afirmou nesta segunda-feira, 25, que não tem conhecimento de qualquer decisão tomada, operação aprovada, proposta formal ou instrumento vinculativo celebrado relacionado à eventual cisão da companhia ou à segregação de ativos entre os acionistas Alexandre Birman e Roberto Jatahy.
O esclarecimento veio em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em relação às notícias que dos últimos dias que dão conta de um suposto plano de cisão já desenhado e em discussão pelos controladores.
A varejista também negou conhecimento de medidas adotadas para efetivar quaisquer das operações mencionadas pela imprensa, nem discussões sobre seus potenciais termos e condições.
Segundo a Azzas, os próprios acionistas de referência informaram que, na presente data, não mantêm qualquer interação, tratativa ou negociação que tenha por objeto eventual cisão da Azzas ou segregação de ativos, nos moldes descritos na reportagem.
A empresa acrescentou ainda que, no curso regular de seus negócios e em linha com práticas usuais de mercado, conduz análises preliminares e exploratórias sobre alternativas estratégicas, no Brasil e no exterior, relacionadas aos seus negócios, controladas e ativos, com suporte de assessores externos especializados, com a exemplo da contratação do Banco Itaú BBA na última semana para prestação de serviços de assessoria financeira.
Racha derruba ação
O posicionamento da Azzas ocorre menos de uma semana depois de a varejista tornar pública uma série de disputas societárias envolvendo Jatahy e Birman, em meio ao agravamento das divergências internas surgidas após a fusão entre os grupos Arezzo e Soma, concluída em 2024.
Os documentos levados à CVM revelavam um embate direto entre os sócios, que vem inclusive pesando sobre a ação desde o início da fusão, anunciada em fevereiro de 2024. Fruto disso, o ticker Azza3 estreou na B3 em agosto daquele mesmo ano.
De lá pra cá, o papel carrega um saldo negativo de mais de 50%, muito dessa depreciação decorre da preocupação do investidor com as divergências societárias.
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