Situação no mercado russo de combustíveis não é fácil, diz CEO da Rosneft
A situação no mercado de combustíveis da Rússia não é fácil, afirmou Igor Sechin, diretor-geral da Rosneft, a maior empresa petrolífera do país, nesta sexta-feira, segundo informou a agência de notícias estatal RIA, um dia após um grande ataque com drones ucranianos a uma refinaria de petróleo em Moscou.
"Existem fatores objetivos, fundamentais e situacionais: a alta demanda sazonal e o intenso trabalho agrícola estão coincidindo com manutenções não programadas nas refinarias", disse Sechin, segundo a RIA.
O ataque à refinaria de petróleo no sudeste de Moscou, administrada pela Gazprom Neft, foi o segundo em três dias e faz parte de uma campanha ucraniana mais ampla para tentar paralisar a indústria petrolífera, cujas receitas ajudam a financiar os esforços de guerra da Rússia. A própria refinaria da Rosneft em Tuapse, no Mar Negro, também foi alvo de ataques e interrompeu suas operações em abril.
Sechin afirmou que a rede da própria Rosneft, composta por mais de 3.000 postos de combustível, estava operando normalmente. A Rosneft considera o abastecimento do mercado interno como prioridade, acrescentou ele, e não está exportando nenhum combustível.
"Nas circunstâncias atuais, garantimos o abastecimento de combustível a instalações de importância social, empresas financiadas pelo Estado, indústrias e empresas agrícolas. Praticamente não há restrições de reabastecimento em nossos postos de gasolina", afirmou ele, segundo a reportagem.
Uma testemunha da Reuters informou na sexta-feira que funcionários de alguns postos da Rosneft na região de Moscou estavam informando aos clientes que o abastecimento não era possível por motivos técnicos e pedindo que voltassem em algumas horas.
O órgão antimonopólio da Rússia exigiu explicações de duas redes privadas de postos de gasolina que operam em Moscou depois que elas aumentaram os preços em até 20% nesta semana, após os ataques à refinaria de Moscou.
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