Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Prazo para decisão sobre novo tarifaço de Trump sobre o Brasil termina esta semana; veja o que você precisa saber

Taxa de 25% foi anunciada sobre o Brasil e pode se somar a outra, de 12,5%, destinada a países que falharam em combater trabalho forçado

13 jul 2026 - 04h59
Compartilhar
Exibir comentários
EUA concluem investigação, alegam ‘práticas incoerentes’ e propõem tarifaço de 25% ao Brasil:

Esta segunda-feira, 13, marca o início de mais uma semana decisiva no cenário macroeconômico global. Isso porque, nesta quarta, 15, acaba o prazo previsto pela gestão Donald Trump para início da cobrança de uma nova taxa de 25% sobre os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. 

Ainda há a expectativa de novos encontros entre representantes do governo federal com os norte-americanos para tentar reverter a decisão. Até agora, ministros da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateram as acusações feitas pelos EUA como justificativa para a nova tarifa. Além disso, o tema se tornou munição para a oposição às vésperas do início da disputa eleitoral.

Lula diz que Flávio Bolsonaro é o responsável por proposta de novo tarifaço dos EUA: ‘Imbecil’:

Entenda o que se sabe: 

Por que Trump anunciou a nova tarifa?

A tarifa adicional de 25% foi proposta no último dia 1º de junho, após o Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) concluir uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil, ordenada pelo presidente Donald Trump.

No relatório, a medida afirma se basear na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA, que pode ser usada para "responder a práticas injustificáveis, desarrazoadas ou discriminatórias de governos estrangeiros que oneram ou restringem o comércio dos EUA".

O USTR acusou o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico --como o Pix--, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal. 

Nova ameaça de taxação ocorre após encontros que pareciam conciliadores entre Trump e Lula
Nova ameaça de taxação ocorre após encontros que pareciam conciliadores entre Trump e Lula
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um mês depois, o governo brasileiro enviou uma resposta ao USTR. No documento, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, defendeu que o Pix está "longe de excluir empresas estrangeiras".

Soma de tarifas pode chegar a 37,5%

Na prática, setores brasileiros podem ter de lidar com tarifas totais de 37,5%. Isso porque ainda deve se sobrepor à taxa de 25% uma tarifa de 12,5%, anunciada pelos EUA em um outro relatório referente a uma investigação sobre o trabalho forçado em 60 países.

Neste segundo caso, a recomendação é a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos originários desses mercados, prevendo dois níveis de taxação: 10% e 12,5%. O Brasil está incluído no grupo de 46 economias sujeitas à alíquota mais elevada; outras 14 devem ser taxadas em 10%.

De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado acarretam num cenário no qual o comércio norte-americano compete em desvantagem a nível global.

Sobre quais produtos a tarifa de 25% devem incidir? 

No anúncio de 1º de junho, o USTR divulgou simultaneamente uma lista de produtos que devem ser excluídos da taxa de 25%. São eles:

  • Aeronaves e partes aeronáuticas;
  • Suco de laranja;
  • Alimentos;
  • Celulose;
  • Determinados minerais;
  • Fertilizantes;
  • Minerais críticos e estratégicos;
  • Insumos industriais relevantes para cadeias produtivas norte-americanas.

Caso seja confirmada a taxação, mais detalhes sobre sua aplicação ainda devem ser divulgados. Ainda assim, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) já projeta que, caso as novas tarifas propostas entrem em vigor, 31,6% das exportações brasileiras ao país norte-americano teriam uma tarifa de 37,5%, o que representaria um aumento de 27,5 pontos porcentuais em comparação à tarifa atual de 10%.

Outros 3,6% das exportações teriam um aumento de 10% para 12,5%, um acréscimo de 2,5 pontos porcentuais. O levantamento considera as listas de exceções publicadas pelo USTR e mantém isentas as exportações que já estão sujeitas às medidas da Seção 232, conforme relatórios divulgados pelo órgão.

Nova tarifa vira disputa política entre Lula e Flávio

Flávio Bolsonaro critica Lula antes de participar de audiência sobre tarifaço nos EUA: ‘Se lixando’:

Como já aconteceu em outros anúncios de taxação do governo Trump sobre produtos brasileiros, o tema se tornou alvo de disputa política. Agora, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o presidente Lula (PT) de tentar obter vantagem política com as tarifas.

"Explicamos que o único que quis essa tarifa no Brasil é o Lula, achando que isso pode ter algum benefício eleitoral para ele", disse Flávio, depois de participar de uma audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, para debater o tema. 

Na ocasião, o governo brasileiro não enviou representantes --ponto que foi criticado pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. "É impressionante como tinha todo mundo lá: os defensores das empresas, dos produtos brasileiros, advogados, empresários, mas não tinha ninguém, nenhunzinho, do governo escalado para fazer a defesa", disse.

Lula reage a documento enviado por Flávio Bolsonaro aos EUA: ‘Mais uma atitude de traidores':

Ao jornal O Estado de S. Paulo, porém, fontes disseram que o governo brasileiro entendeu que o encontro foi feito para ouvir entidades que seriam afetadas pelas novas tarifas, como organizações e empresas.

Neste contexto, 335 empresas e organizações brasileiras e americanas se manifestaram formalmente sobre a medida em documentos enviados ao USTR até o dia 1º de julho. Outras 30 manifestações de pessoas físicas foram registradas, incluindo a de Flávio Bolsonaro.

Fonte: Portal Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra