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Copa do Mundo de 2026 deve render faturamento recorde à Fifa; veja valor e de onde virá o dinheiro

Mundial com 48 seleções e 104 partidas impulsiona receitas com TV, ingressos e patrocínios

12 jul 2026 - 04h58
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Taça oficial da Copa do Mundo de 2026 no Estádio de Monterrey
Taça oficial da Copa do Mundo de 2026 no Estádio de Monterrey
Foto: Instagram/@gianni_infantino / Estadão

A uma semana da decisão da Copa do Mundo, marcada para o próximo domingo, 19, a Fifa já projeta um resultado histórico fora de campo. A entidade estima arrecadar US$ 8,911 bilhões (R$ 45.7 bilhões) com o Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. O valor representa cerca de 68% dos quase US$ 13 bilhões (R$ 66.7 bilhões) previstos para todo o ciclo financeiro da entidade entre 2023 e 2026, segundo o orçamento revisado divulgado pela entidade.

A projeção faz da Copa de 2026 a mais lucrativa da história da Fifa. A receita estimada para esta edição supera com folga os US$ 6,31 bilhões obtidos com o Mundial do Catar, em 2022. Nas edições anteriores, a arrecadação foi de US$ 5,36 bilhões em 2018, US$ 4,83 bilhões em 2014, US$ 3,66 bilhões em 2010 e US$ 2,28 bilhões em 2006.

O principal fator para esse salto é o novo formato da competição. Pela primeira vez, o Mundial reúne 48 seleções, em vez de 32, e passa a contar com 104 partidas, contra 64 nas edições anteriores. O aumento do número de jogos amplia a oferta de ingressos, cria novos espaços comerciais para patrocinadores e eleva o interesse de emissoras e plataformas de streaming ao redor do mundo.

Direitos de transmissão lideram receitas

Assim como nas últimas edições, os direitos de transmissão continuam sendo a principal fonte de arrecadação da Fifa. A previsão é de que a comercialização para emissoras e plataformas digitais renda US$ 3,925 bilhões (R$ 20.1 bilhões), o equivalente a cerca de 44% de toda a receita prevista para a competição.

A segunda maior fonte de faturamento será a venda de ingressos e pacotes de hospitalidade, que deve gerar US$ 3,017 bilhões (R$ 15.4 bilhões). O valor é recorde e reflete tanto o maior número de partidas quanto a utilização de estádios de grande capacidade nos três países-sede.

Na sequência aparecem as receitas provenientes de marketing e patrocínio, estimadas em US$ 1,786 bilhão (R$ 9.1 blhões). Licenciamento de marcas, programas comerciais e outras operações completam a previsão de arrecadação da entidade.

Despesas e repasse às seleções

Apesar do faturamento recorde, a organização do torneio também exigirá investimentos elevados. O orçamento da Fifa prevê US$ 3,756 bilhões (R$ 19.2 bilhões) para a realização da Copa de 2026, valor destinado à operação do evento e ampliado em razão do aumento do número de partidas e da adoção de um novo modelo para os serviços de hospitalidade.

Parte dos recursos também será destinada às seleções participantes. A Fifa aprovou uma premiação recorde de US$ 871 milhões (R$ 4.4 bilhões), distribuída entre as 48 equipes classificadas, incluindo verbas de preparação e bônus por desempenho. Cada seleção receberá ao menos US$ 12,5 milhões (R$ 64,1 milhões), mesmo em caso de eliminação na fase de grupos.

No total, a Fifa prevê investir US$ 12,9 bilhões (R$ 66,2 bilhões) em atividades ligadas ao esporte ao longo do ciclo de 2023 a 2026, mantendo a estratégia de direcionar a maior parte das receitas para projetos de desenvolvimento da modalidade em todo o mundo.

Segundo a entidade, o excedente financeiro gerado pela competição será reinvestido em programas de desenvolvimento do futebol por meio das 211 associações nacionais filiadas. 

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Fonte: Portal Terra
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