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Petróleo fecha com queda de 2% enquanto preocupações econômicas superam riscos relacionados à oferta

9 jul 2026 - 16h48
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Os preços do petróleo caíram cerca de ‌2% nesta quinta-feira, devido a temores de que o aumento da inflação e outras preocupações econômicas pudessem pesar sobre a demanda global por petróleo, apesar das contínuas restrições de oferta, já que o conflito entre os Estados Unidos e o Irã atrasou a reabertura total do Estreito de Ormuz.

Cerca de 20% do abastecimento global de ⁠petróleo passava pelo estreito antes da guerra.

Os contratos futuros do Brent caíram US$1,72, ou 2,2%, ‌fechando a US$76,30 o barril. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos caiu US$1,44, ou 2,0%, fechando a US$72,08.

Na quarta-feira, o Brent fechou em seu maior ‌nível desde 19 de junho, e o WTI fechou ‌em seu maior nível desde 22 de junho.

As forças armadas iranianas lançaram ⁠ataques contra infraestruturas militares dos EUA nos países do Golfo Pérsico nesta quinta-feira, após ataques dos EUA às províncias do litoral sul e do leste do Irã, colocando ainda mais pressão sobre um acordo de cessar-fogo que já durava três semanas.

Os ataques ocorreram no dia em que o Irã enterrou seu líder supremo assassinado, o aiatolá ‌Ali Khamenei, no santuário de Mashhad, o ponto alto de uma semana de cortejos ‌fúnebres em massa e manifestações. ⁠Khamenei foi morto no ⁠primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro. Separadamente, várias explosões foram ouvidas no Irã, inclusive ⁠em Bushehr, onde está localizada uma das ‌usinas nucleares do país.

"Esperamos que ‌a renovada tensão no Oriente Médio entre os EUA e o Irã seja relativamente de curta duração, pois ambos os países estão limitados por realidades econômicas e políticas práticas", afirmou Vikas Dwivedi, estrategista global de energia do Macquarie ⁠Group, em uma nota.

O Catar, que frequentemente tem atuado como mediador entre Washington e seus adversários, incluindo Teerã, condenou os ataques à navegação comercial e pediu o retorno à diplomacia. Os ministros das Relações Exteriores da Turquia e de Omã também enfatizaram a necessidade de evitar uma nova ‌escalada militar em conversas com seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi.

"Após dois dias de ataques, o Irã parece estar em contato telefônico buscando reduzir as hostilidades e, possivelmente, ⁠retornar à mesa de negociações", afirmou Bob Yawger, diretor de futuros de energia do Mizuho, em uma nota.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os ataques dos EUA e a intervenção no redirecionamento da navegação pelo Estreito de Ormuz estavam atrapalhando a reabertura gradual da via navegável.

"Nossas estimativas de fluxos de petróleo do Golfo Pérsico se recuperaram para mais de 80% dos níveis pré-guerra nos primeiros 10 dias após a reabertura de Ormuz, à medida que petroleiros retidos se apressavam a deixar o Golfo Pérsico, mas recuaram para cerca de 70% do normal após os recentes ataques a petroleiros", afirmaram analistas do banco norte-americano Goldman Sachs em um relatório.

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