Governo Lula adia decisão sobre retirada de subsídio da gasolina com retomada da guerra no Irã
Segundo o ministro da Fazenda, intuito do Executivo é retirar benefícios a combustíveis tão logo a situação internacional melhore
BRASÍLIA - O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 9, que o governo Lula vai avaliar na próxima semana a decisão sobre a retirada do subsídio à gasolina para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis. A intenção inicial era começar a derrubada parcial do benefício ainda nesta semana.
"O que a gente ouviu foi uma declaração do presidente dos Estados Unidos, dizendo que o cessar-fogo estava encerrado - o que nos acendeu um sinal de alerta, sim, para cautela em que a gente tem que adotar no acompanhamento da guerra. Então, a estratégia não muda. É claro que desde o começo a gente está adotando cautela, eu vou seguir adotando cautela, mas repito e reitero: o objetivo do Ministério da Fazenda, a guerra diminuindo de proporção, é retirar o subsídio", afirmou.
O ministro afirmou que o Executivo terá a mesma prontidão para tirar medidas do que teve para colocá-las em vigor. Além disso, declarou que o cenário internacional acendeu alerta e ele acompanhará diariamente o impacto para decidir sobre subsídios que ainda vigoram.
Segundo ele, o intuito do governo é de que, tão logo a situação internacional melhore, os subsídios sejam retirados. Disse que haverá um acompanhamento diário para decidir se diminui ou mantém o Imposto de Exportação sobre o petróleo, renovado hoje mais cedo em 12%.
Ele declarou que subvenções ao diesel e à gasolina seguem em vigor e que o governo terá prontidão para retirá-las assim que for possível, com abastecimento e preços garantidos à população. Repetiu que a intenção era retirar subvenção da gasolina, mas cenário externo se agravou.
"A nossa estratégia não muda. Desde o começo, o que eu tenho dito com relação a combustíveis é que o governo vai ter prontidão para erguer medidas que sejam necessárias a proteger a população, mantendo o compromisso de base e contínuo de responsabilidade fiscal", completou.
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