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Petrobras assina acordo com ANP para adequar 335 poços a regras de segurança

7 jul 2026 - 16h39
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A Petrobras assinou nesta terça-feira um ‌termo de conciliação com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para adequar 335 poços marítimos em conformidade com regras de segurança operacional, encerrando uma controvérsia sobre o prazo para regularização de poços em abandono temporário não monitorado em ⁠campos marítimos.

Pelo acordo, assinado na sede da Advocacia-Geral da União (AGU), ‌em Brasília, a Petrobras terá até 31 de dezembro de 2030 para concluir a adequação dos poços, inclusive 76 ‌cuja gestão foi transferida a outros operadores, ‌informou a agência em nota nesta terça-feira.

"Os poços serão ⁠considerados adequados quando estiverem em abandono permanente, com arrasamento, quando aplicável; em abandono temporário com monitoramento realizado de acordo com a regulamentação; ou quando forem utilizados na produção de um campo, passando a ser monitorados", afirmou a ANP.

Procurada, a Petrobras ‌afirmou que avalia o acordo como positivo e que 233 poços ‌já foram regularizados. "Os 102 ⁠poços ainda ⁠pendentes serão adequados conforme cronograma acordado com a ANP", disse a petroleira.

A ⁠execução seguirá cronograma baseado no ‌grau de risco dos ‌poços, com metas mínimas de adequação por grupo de risco e apresentação periódica de relatórios à ANP sobre serviços executados, intervenções previstas, resultados de monitoramento e inspeção e ⁠situação do licenciamento ambiental, segundo a agência.

Como parte do acordo, a Petrobras pagará R$300 milhões à ANP, além de se comprometer a entregar banco de dados geoquímicos histórico da companhia à agência e custear ‌um banco de dados geoquímico internacional, com acesso compartilhado com a reguladora, disse a companhia.

Em troca, a Petrobras afirmou que a ⁠ANP suspenderá penalidades administrativas acumuladas e concederá prazo para a conclusão das adequações.

A ANP adicionou que a conciliação foi construída ao longo de cerca de cinco anos no âmbito da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF), da AGU. Segundo a agência, a diretoria aprovou o acordo por unanimidade entre os votantes, avaliando que a simples aplicação de multas administrativas não garantiria, por si só, o abandono permanente ou o monitoramento dos poços, nem eliminaria os riscos associados.

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