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Petróleo dispara após fechamento com revogação pelos EUA de licença para vendas de petróleo do Irã

7 jul 2026 - 16h47
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Os preços do petróleo fecharam ‌com alta de 3% nesta terça-feira e, em seguida, ampliaram os ganhos após o fechamento, depois que os Estados Unidos revogaram uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano.

Notícias de ataques a navios nas proximidades do Estreito de Ormuz também reacenderam os temores de interrupções no transporte marítimo por petroleiros.

Os futuros do petróleo Brent fecharam ⁠com alta de US$2,17, ou 3,01%, a US$74,16 o barril, enquanto o petróleo West ‌Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu US$1,89, ou 2,76%, para US$70,44 o barril.

Nas negociações pós-fechamento, a referência global subiu 96 centavos, para US$75,12, e o WTI saltou US$1,05, ‌para US$71,49, logo depois que os EUA revogaram uma ‌licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano. Ambas as referências ⁠registraram alta de mais de 4% em relação aos preços de fechamento do dia anterior.

Os EUA alertaram que as ações do Irã no Estreito de Ormuz eram "totalmente inaceitáveis" e teriam consequências após os ataques a petroleiros naquela via navegável estratégica, afirmou uma autoridade norte-americana nesta terça-feira.

A medida dos EUA ocorreu depois que três petroleiros foram atingidos ‌no Estreito de Ormuz nesta terça-feira, incluindo um navio-tanque de gás natural liquefeito do Catar ‌que, segundo o país, foi ⁠atingido por um ⁠drone iraniano.

Um petroleiro de bandeira saudita, que se acredita ser o superpetroleiro Wedyan, também foi danificado ⁠na costa de Omã. A causa não ficou ‌clara imediatamente.

"Isso mostra o quão ‌frágil o cessar-fogo realmente é. Novos ataques podem ocorrer esporadicamente nos próximos meses, o que aumentará ainda mais a volatilidade", disse Ajay Parmar, diretor de energia e refino da ICIS. "Basta uma mensagem desagradável de um dos lados para provocar ⁠a ira do outro, e lembre-se de que, se o Irã simplesmente ameaçar fechar o Estreito de Ormuz novamente, os preços subirão consideravelmente. Assim, acreditamos firmemente que a volatilidade veio para ficar."

"As tensões renovadas no Oriente Médio e as preocupações com os ataques a navios podem reduzir ainda ‌mais as exportações de petróleo da região", disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

As negociações para chegar a um acordo definitivo entre Teerã e Washington não ocorrerão ⁠se as ameaças dos EUA continuarem, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã nesta terça-feira, após a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de "concluir o trabalho" caso não haja um acordo.

Os investidores estão acompanhando as negociações entre os EUA e o Irã e suas implicações para o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, que, antes do início da guerra com o Irã, transportava um quinto do abastecimento diário mundial de petróleo e GNL.

Também nesta terça-feira, as forças armadas de Kiev informaram que drones ucranianos atacaram oito navios-tanque da "frota-sombra" russa — composta por embarcações antigas usadas para contornar sanções — que estavam transportando combustível para a Crimeia durante a madrugada.

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