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'O plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC', diz Vorcaro em depoimento

Banqueiro argumenta em questionamento no STF que banco sempre foi 'solvente' e tinha mais ativo que passivo

24 jan 2026 - 11h00
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BRASÍLIA- O banqueiro Daniel Vorcaro admitiu em depoimento à Polícia Federal que existia uma crise de liquidez no Banco Master e que o modelo de negócio era "100% baseado no FGC". O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é um fundo mantido pelo setor financeiro, responsável por ressarcir investidores que percam dinheiro no caso de falência, intervenção ou liquidação de bancos, como o que ocorreu com o Master.

Vorcaro argumentou que, apesar da dependência de seu modelo de negócios, o banco teria honrado com seus compromissos financeiros. Segundo ele, o Master "sempre foi solvente" e "sempre teve muito mais ativo que passivo".

"O plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado nisso, essa era a regra do jogo. E após a gente começar e começar a crescer, muda-se a regra do jogo", disse Vorcaro em depoimento à PF, obtido pelo Estadão.

As declarações foram dadas no depoimento prestado no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 30 de dezembro, dentro do inquérito que apura suspeitas de crimes financeiros envolvendo a tentativa de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB).

Ao ser questionado pela delegada Janaína Palazzo sobre a falta de dinheiro para honrar os compromissos do banco, Vorcaro argumenta que a crise de liquidez teria sido causada pela mudança das regras do FGC que, segundo ele, ocorreu por "pressão dos grandes bancos".

"Essa mudança pressionou a captação do banco, porque todo o plano de negócio desde 2018, que a gente entregou para o Banco Central, ele era baseado no FGC", diz.

Vorcaro afirma que a partir disso o Banco Master começa a buscar outras formas de captar recursos e manter os negócios e "aí inicia-se uma campanha contrária, reputacional contra o banco".

O banqueiro diz ainda que diante da pressão de liquidez foi ao Banco Central "quase que diuturnamente para criar soluções e evitar um prejuízo para o mercado".

Na quinta-feira, 23, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu que o conselho de administração do FGC poderá propor aumento ou redução das contribuições das instituições associadas quando julgar necessário.

Na semana passada, o FGC começou a pagar as garantias aos credores do banco Master. Cerca de 800 mil credores terão direito à garantia, o valor total a ser pago soma R$ 40,6 bilhões.

Estadão
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