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Meirelles quer reverter Refis mais frouxo, mas sinaliza disposição para negociar tema

7 ago 2017 - 18h36
(atualizado às 19h57)
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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, apontou nesta segunda-feira que o governo trabalhará para aprovar na Câmara dos Deputados um texto mais duro para o Refis do que o que foi aprovado em comissão mista no Congresso Nacional, mas deixou em aberto a possibilidade de alguma flexibilização.

O ministro da Fazenda do Brasil, Henrique Meirelles, durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro
14/07/2017
REUTERS/Pilar Olivares
O ministro da Fazenda do Brasil, Henrique Meirelles, durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro 14/07/2017 REUTERS/Pilar Olivares
Foto: Reuters

Falando após evento de simplificação tributária, Meirelles afirmou, a princípio, que um novo relatório para a renegociação de dívidas tributárias deveria ser apresentado por um novo deputado, "visando fazer um projeto mais equilibrado e mais justo".

Mais tarde, a assessoria de imprensa da Fazenda informou que a estratégia na verdade consiste na apresentação de emenda aglutinativa em plenário da Câmara. Depois, o projeto ainda precisa ser aprovado no Senado.

Meirelles reiterou a sugestão de que os interessados façam a adesão ao programa segundo as regras atuais, até o dia 31 de agosto, conforme prazo determinado pela Medida Provisória enviada pelo governo sobre o tema.

Mas ao contrário de ocasiões anteriores, em que afirmou que sugeriria o veto presidencial a eventuais alterações feitas pelos parlamentares, afirmou ter reuniões marcadas com líderes do Congresso para negociação da proposta.

"Quem entrar, aderir ao projeto como está hoje assegura o direito e depois pode migrar, mudar, aderir ao novo projeto, se este vier a ser aprovado", afirmou.

"O importante é o seguinte: a medida tem que ser arrecadatória, tem que preservar o interesse do país", acrescentou em outro momento.

Questionado se a nova versão para a proposta consistiria num texto intermediário, o ministro se limitou a dizer que o assunto começará a ser discutido nesta semana.

Na semana passada, o líder do governo no senado, Romero Jucá (PMDB-RR), avaliou que era possível construir um meio termo entre o Refis apresentado pelo governo e aquele que foi substancialmente afrouxado pelo relator, deputado Newton Cardoso Jr (PMDB-MG).

A versão do relator para o Refis implica arrecadação inferior a 1 bilhão de reais para 2017. Já o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) como enviado pelo governo tem potencial de render ao governo 13,8 bilhões de reais, conforme último relatório bimestral de receitas e despesas.

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