IPCA e payroll reposicionam apostas para os juros no Brasil e nos EUA
Agenda econômica recheada nesta semana movimentará mercados
Lá fora, a semana começa sob expectativa máxima por dados capazes de mexer diretamente com os juros. Nos Estados Unidos, o mercado aguarda o payroll na quarta-feira (11) e o CPI na sexta (13), além de discursos de dirigentes do Federal Reserve. A temporada de balanços também ganha força, com Coca-Cola, Ford e AIG na terça, McDonald’s na quarta e Airbnb na quinta.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão de sexta-feira (6) em alta de 0,45%, aos 182.949 pontos, acompanhando o tom positivo de Nova York e ainda sustentado pelo fluxo estrangeiro. O mercado, porém, já percebe que essa entrada de recursos começa a se acomodar, após a enxurrada vista nas últimas semanas.
Entre os destaques do Ibovespa, as ações de commodities impediram um avanço maior do índice. A Petrobras caiu 1,04% (ON) e 0,95% (PN), refletindo a volatilidade do petróleo, enquanto a Vale recuou 0,95%, pressionada pela fraqueza do minério de ferro no exterior.
O setor financeiro trouxe um dos principais vetores de sustentação do Ibovespa, mas com desempenho foi dividido. O Itaú subiu 2,7% com a repercussão do resultado do quarto trimestre. Já o Bradesco caiu 1,98% (ON) e 2,55% (PN) após indicar aumento da inadimplência e necessidade de provisões maiores.
No câmbio, o dólar recuou 0,63% ante o real, a R$ 5,22, acompanhando a perda de força da moeda americana no exterior, a recuperação das commodities e um ambiente mais favorável ao risco.
Lá fora, a semana começa sob expectativa máxima por dados capazes de mexer diretamente com os juros. Nos Estados Unidos, o mercado aguarda o payroll na quarta-feira (11) e o CPI na sexta (13), além de discursos de dirigentes do Federal Reserve. A temporada de balanços também ganha força, com Coca-Cola, Ford e AIG na terça, McDonald’s na quarta e Airbnb na quinta.
Na Ásia, o destaque foi o salto do Nikkei após a vitória expressiva do partido da primeira-ministra Sanae Takaichi, interpretada como sinal verde para estímulos fiscais e redução de impostos. O movimento pressionou o iene e elevou os rendimentos dos títulos.
No Brasil, o radar se volta para o IPCA de janeiro, além dos números de serviços e varejo ao longo da semana. A mediana das estimativas aponta inflação de 0,32%, e um resultado mais fraco pode reforçar a expectativa de corte de 0,5 ponto na Selic em março. O Daycoval reduziu sua projeção de inflação de 2026 de 4,1% para 3,8%, citando alívio em preços importados.
A agenda também trouxe o Boletim Focus e compromissos do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com participação no evento da ABBC hoje, em São Paulo e também tem presença confirmada em encontro promovido pelo BTG Pactual amanhã (10) e quarta-feira (11). Enquanto isso, seguem os desdobramentos do caso Master: o BRB apresentou um plano ao BC que pode reforçar o capital em até R$ 5 bilhões em até 180 dias, se necessário.
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