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'Inflação deu uma galopada, vamos trazer já para baixo para não ter susto', diz Haddad

Ministro da Fazenda disse que a economia precisa continuar crescendo, mas que também é necessário manter a inflação sob controle

11 abr 2025 - 20h55
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BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira, 11, que a economia brasileira precisa continuar crescendo, mas que também é necessário manter a inflação sob controle.

Haddad relembrou a disparada do IPCA a 10,06% em 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e na saída da pandemia de covid-19, para afirmar que a atual gestão tem cuidado para manter a inflação brasileira sob controle.

"Nós estamos cuidando para isso ficar longe do nosso horizonte. Ela (inflação) deu uma galopada, vamos trazer já para baixo para não ter susto", afirmou em entrevista à BandNews FM e BandNews TV.

Nesta sexta-feira, 11, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de 1,31% em fevereiro para 0,56% em março.

A taxa acumulada em 12 meses, porém, acelerou pelo segundo mês consecutivo, subindo a 5,48% em março, maior patamar em mais de dois anos, afastando-se ainda mais da meta de inflação de 3% perseguida pelo Banco Central, cujo teto de tolerância é de 4,50%.

O ministro repetiu a previsão de crescimento de 2,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano. "O mercado tem 2%, nós estamos em 2,5%; é a primeira vez que nós estamos mais pertinho do outro", brincou.

Novo consignado privado

Haddad disse que medidas anunciadas pelo governo, como o novo crédito consignado privado, não vão atrapalhar o combate à inflação. O Banco Central tem repetido que uma desaceleração da economia é necessária para fazer o IPCA convergir ao centro da meta.

"Tanto do ponto de vista fiscal quanto do ponto de vista monetário, se tomaram medidas no sentido de conter a inflação, já prevendo esse repique", disse. "Então, preventivamente, já antes de acontecer, nós já tomamos medidas para, se acontecesse, a inflação ser controlada num horizonte razoável."

Haddad afirmou que a supersafra brasileira e a queda dos preços de commodities devem colaborar para diminuir a inflação. A turbulência externa, que tornou o cenário mais incerto, começou antes da eleição do presidente americano, Donald Trump, que anunciou uma série de tarifas sobre a importação de produtos.

"Nós estamos vivendo isso, mas nós estamos tomando as medidas necessárias para reverter essa situação", afirmou Haddad.

O ministro acrescentou, ainda, que o novo consignado privado não poderia esperar, já que visa a reduzir os juros do crédito pessoal, saindo de mais de 5% ao mês para menos de 3% ao mês.

"Você está trocando uma dívida muito cara por uma dívida bem menos cara", disse. "O ideal é a gente atingir patamares de taxa de juros do mundo civilizado, mas para isso muitas reformas precisam ser feitas, como essa do crédito consignado, como foi o caso do marco de garantias."

Estadão
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