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Indústria brasileira segue em queda em outubro e empresas citam perturbações em razão das eleições

3 nov 2026 - 10h12
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Resumo
A atividade industrial brasileira recuou em outubro pelo sexto mês seguido, com o PMI da S&P Global marcando 46,1 pontos, ainda em contração. A produção e as novas encomendas caíram devido a perturbações eleitorais, inflação, estoques altos e a guerra no Oriente Médio, que encareceu a energia. Apesar das perspectivas desafiadoras e dos custos elevados repassados aos preços de venda, a confiança empresarial atingiu o maior patamar em nove meses, refletindo esperança de retomada pós-eleições.

A atividade industrial brasileira ‌seguiu em deterioração em outubro, com produção e novos pedidos marcando fortes quedas, ainda que a um ritmo menor do que o verificado no mês anterior, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de ⁠Compras divulgada nesta terça-feira.

O PMI da indústria, compilado pela ‌S&P Global, avançou de 44,8 em setembro para 46,1 em outubro, ainda distante da marca ‌neutra de 50,0 que separa ‌contração de crescimento.

A produção industrial caiu pelo sexto ⁠mês consecutivo, com quase 22% das empresas consultadas apontando redução, ao citar vendas menores, falta de investimento e perturbações às vésperas do segundo turno eleitoral.

As eleições também foram apontadas como motivo de perturbações ‌por trás da queda de novos negócios -- no 19º ‌mês seguido de ⁠recuo do ⁠indicador --, ao lado de pressões inflacionárias, estoques elevados por parte ⁠de clientes e ‌guerra no Oriente Médio.

A ‌diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyana de Lima, disse ver alguns sinais encorajadores para os meses à frente, com ⁠as empresas tendo mostrado o maior nível de confiança em nove meses e apontado esperança de uma demanda mais forte passada a eleição.

"Ainda assim, as perspectivas continuaram desafiadoras", ‌afirmou. "As pressões de custos diminuíram, mas permaneceram altas, enquanto os estoques elevados dos clientes pesaram sobre ⁠os pedidos. A forte queda nas novas encomendas indicou que uma recuperação da produção ainda pode levar algum tempo."

No mês, as empresas relataram reajustes de preços por parte de fornecedores e custos mais altos de energia associados à guerra no Oriente Médio. Os produtores brasileiros elevaram os preços de venda para repassar parte desses aumentos, e a inflação dos preços cobrados manteve o ritmo de setembro, igualando a menor taxa desde fevereiro.

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