Empresa controladora do Google perde US$ 500 bilhões em valor de mercado no seu pior dia na história
Desvalorização ocorreu após a divulgação do balanço trimestral, que apontou fluxo de caixa livre negativo de aproximadamente US$ 9,1 bilhões
A Alphabet, controladora do Google, perdeu US$ 500 bilhões em valor de mercado após a divulgação de resultados trimestrais com fluxo de caixa negativo de US$ 9,1 bilhões, queda na receita de buscas e maior pressão da concorrência em inteligência artificial.
A Alphabet, controladora do Google, perdeu mais de US$ 500 bilhões em valor de mercado nesta quinta-feira, após suas ações caírem 12,64%, passando de cerca de US$ 3,9 trilhões para US$ 3,4 trilhões.
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Segundo o Business Insider, foi a segunda maior desvalorização diária da história do mercado de ações, atrás apenas da Nvidia, que perdeu quase US$ 600 bilhões em janeiro de 2025. A queda também representa o pior desempenho percentual da Alphabet após a divulgação de resultados desde sua abertura de capital, em 2004.
A desvalorização ocorreu após a divulgação do balanço trimestral da empresa, que apontou fluxo de caixa livre negativo de aproximadamente US$ 9,1 bilhões, em razão dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial (IA), além de lucros abaixo das expectativas de Wall Street.
A receita com buscas ficou em US$ 63 bilhões, abaixo das projeções dos analistas e praticamente estável em relação ao trimestre anterior, apesar da expansão do chamado Modo IA.
O avanço da inteligência artificial generativa também aumenta a pressão sobre o principal negócio do Google. Chatbots como ChatGPT e Claude oferecem alternativas aos mecanismos tradicionais de busca, enquanto a receita gerada pelo Gemini e pela integração da tecnologia ao buscador ainda não acompanha sua popularidade. A empresa anunciou, porém, que vai ampliar a exibição de anúncios no Modo IA, inclusive em mercados internacionais.
Durante a teleconferência de resultados, o CEO Sundar Pichai afirmou que a inteligência artificial contribuiu para o crescimento das consultas de pesquisa no ritmo anual mais acelerado em cinco anos.
"Assim como ocorreu com nossa transição para os dispositivos móveis, há mais de uma década, estamos concentrados em oferecer a melhor experiência de pesquisa aos usuários e, em seguida, monetizá-la", declarou.
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