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O que mudou no Pix? Veja as novas regras e o que passa a valer em 2027

3 nov 2026 - 10h05
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Saiba o que mudou no Pix e como funciona o novo limite por aproximação,
Saiba o que mudou no Pix e como funciona o novo limite por aproximação,
Foto: Freepik

O Pix continua passando por atualizações para ampliar a segurança dos pagamentos e facilitar a experiência dos usuários. Em 2026, mudanças importantes entraram em vigor, incluindo a retirada do limite fixo de R$ 500 para pagamentos por aproximação e o aprimoramento das ferramentas de combate a fraudes.

Além disso, o Banco Central anunciou novas regras para os comprovantes de pagamento e para a contestação de transações suspeitas. Essas medidas, porém, ainda não estão todas valendo e, parte delas começa a ser aplicada em março de 2027.

As alterações não significam que o Pix passou a cobrar uma taxa geral dos usuários nem que as transferências comuns deixaram de ser gratuitas para pessoas físicas. Uma das mudanças mais recentes começou a valer em 1º de outubro de 2026. O Banco Central retirou o teto de R$ 500 por transação que existia para o Pix por aproximação.

Antes, mesmo que o cliente tivesse um limite maior para fazer transferências pelo Pix tradicional, os pagamentos por aproximação estavam sujeitos àquele valor máximo específico. Com a nova regra, a modalidade passou a seguir a mesma lógica dos demais pagamentos instantâneos. Isso significa que o valor permitido depende dos limites definidos para cada cliente pela instituição financeira.

O usuário também pode solicitar o aumento ou a redução dos limites pelos canais disponibilizados pelo banco. A aprovação de um pedido de aumento, entretanto, não é automática: a instituição pode avaliar o perfil e o histórico de movimentações antes de aceitar a solicitação.

A mudança também alcança pagamentos iniciados sem redirecionamento no Open Finance, como operações realizadas por carteiras digitais compatíveis.

Pix ficou mais seguro contra golpes e fraudes

Outra atualização importante entrou em vigor em 2 de fevereiro de 2026. O Banco Central tornou obrigatória a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta utilizada para tentar recuperar dinheiro transferido em situações de fraude, golpe ou coerção.

A principal diferença é que o sistema passou a permitir um rastreamento mais amplo do caminho percorrido pelo dinheiro. Antes, a recuperação ficava mais limitada à conta que havia recebido inicialmente a transferência. Com o aprimoramento, as instituições podem acompanhar o deslocamento dos recursos para outras contas e adotar medidas para tentar bloquear os valores.

Outra facilidade é a possibilidade de contestar uma transação diretamente pelo aplicativo da instituição financeira, sem precisar necessariamente entrar em contato com um atendente. O Banco Central também prevê o compartilhamento de informações entre as instituições envolvidas, o que pode facilitar a identificação das contas utilizadas no esquema.

Como pedir a devolução de um Pix em caso de golpe?

Quem for vítima de fraude deve entrar em contato com o banco o mais rápido possível e solicitar a contestação da operação pelo mecanismo disponível no aplicativo ou nos canais oficiais.

O pedido pelo MED pode ser feito em até 80 dias depois da transação, mas a recomendação é não esperar. Após a comunicação, as instituições analisam a ocorrência e verificam se existem valores disponíveis que possam ser bloqueados e devolvidos.

O prazo de até 11 dias está relacionado à comunicação do resultado da análise ao usuário. Isso não significa que toda vítima receberá o dinheiro de volta nesse período. A restituição depende da confirmação da fraude e da existência de recursos disponíveis nas contas envolvidas.

Também é importante saber que o MED não funciona para qualquer problema com uma transferência. Se a pessoa enviar dinheiro por engano para uma chave errada, por exemplo, o mecanismo não se aplica. O mesmo vale para desacordos comerciais sem indícios de fraude, como atraso na entrega de um produto ou insatisfação com uma compra.

Comprovantes do Pix não poderão ter anúncios e links

Outra mudança anunciada pelo Banco Central está prevista para 1º de março de 2027. A partir dessa data, os comprovantes de pagamento do Pix não poderão apresentar propagandas, ofertas comerciais, hiperlinks ou conteúdos sem relação com a transação.

A ideia é preservar a finalidade do documento: registrar e comprovar que o pagamento foi realizado. Segundo o Banco Central, a medida também busca reduzir o risco de golpes praticados por meio de links fraudulentos inseridos nesses comprovantes.

A partir de março de 2027, os bancos também deverão adaptar a experiência de contestação de transações pelo MED. A proposta do Banco Central é tornar o procedimento mais simples e compreensível. Os aplicativos deverão apresentar situações em linguagem mais próxima do cotidiano, para ajudar o cliente a identificar o tipo de golpe sofrido.

O usuário também terá campos para explicar o que aconteceu e poderá anexar documentos e comprovantes que ajudem na análise da ocorrência.

Outra novidade será a orientação mais clara sobre situações que não podem ser resolvidas pelo MED. Assim, quem enfrentar um problema comercial sem fraude deverá ser direcionado aos canais de atendimento adequados, evitando a expectativa de receber automaticamente o dinheiro de volta.

As regras gerais do mecanismo não mudam: o prazo para solicitar a contestação continua sendo de até 80 dias, e a instituição deve informar o resultado da análise em até 11 dias.

O Banco Central reforça, porém, que o MED não garante a recuperação de qualquer valor transferido. Por isso, conferir o nome do destinatário e os dados da operação antes de confirmar o pagamento continua sendo uma das principais medidas de prevenção.

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