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Ibovespa busca 6ª alta seguida com ajuda da Petrobras e inflação no radar

26 ago 2026 - 10h18
(atualizado às 12h33)
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Resumo
O Ibovespa operava em alta de 0,34% nesta quarta-feira, rumo à sexta sessão consecutiva de ganhos, impulsionado por Petrobras e bancos como o Bradesco. O mercado repercutiu a deflação de 0,4% do IPCA-15 de agosto, que veio abaixo do esperado no Brasil, e os dados do índice de inflação PCE nos EUA, que reforçaram apostas de aperto monetário por lá. Entre os destaques corporativos, a Hapvida subiu 3,74% após anunciar recompra de dívida, enquanto a Vale recuou 0,43%.

O Ibovespa buscava a sexta ‌alta seguida nesta quarta-feira, apoiado principalmente por blue chips como Petrobras e Bradesco, com agentes financeiros também repercutindo dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. 

Por volta de 12h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,34%, a 175.169,84 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$11,4 bilhões. 

Dados da B3 sobre a movimentação de estrangeiros na bolsa também mostram ⁠nova trégua na pressão vendedora em agosto, com entrada líquida no último dia 24, de R$69 ‌milhões. No mês, o saldo segue negativo em R$21,37 bilhões.

Na pauta macro local, o IBGE mostrou que o IPCA-15 caiu 0,4% em agosto, após alta de 0,06% em julho. Em ‌12 meses, subiu 4,24%, de 4,52% um mês antes. Expectativas ‌em pesquisa da Reuters apontavam recuo mensal de 0,3% e alta de 4,34% ⁠em 12 meses.

Na visão da economista Basiliki Litvac, da XP, o IPCA-15 de agosto veio abaixo do esperado e mostrou uma composição favorável, com leituras mais fracas em alimentos, bens industriais e medidas de núcleo.

"Nosso cenário-base ainda assume a Selic em 14,00% no fim do ano, mas com viés de baixa: não apenas as leituras de inflação têm corroborado cortes adicionais, como ‌os dados de atividade também têm vindo mais fracos nos últimos meses. Por outro lado, as ‌expectativas de inflação de médio ⁠prazo seguem em trajetória ⁠altista, o que pode limitar o espaço para novos cortes.

No exterior, o índice de preços para despesas com ⁠consumo pessoal de julho, o PCE, medida de ‌inflação preferida do banco central dos ‌EUA, subiu 3,7% nos 12 meses até julho, repetindo a taxa de junho. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 3,6% para o PCE. O dado reforçou as apostas em um aumento da taxa de juros em setembro.

Em Wall Street, o S&P ⁠500 rondava a estabilidade, em sessão também marcada por expectativa para a divulgação do balanço da Nvidia, após o fechamento do pregão. 

DESTAQUES

• BRADESCO PN avançava 1,49%, em mais uma sessão positiva para o setor, com ITAÚ UNIBANCO PN em alta de 0,71%, SANTANDER BRASIL UNIT subindo 0,94% e BTG PACTUAL UNIT valorizando-se 0,54%. BANCO ‌DO BRASIL ON tinha elevação de 0,31%, tendo ainda no radar início da renegociações por meio do programa de reestruturação de dívidas do setor rural lançado pelo governo federal.

• PETROBRAS ⁠PN subia 1,06% e PETROBRAS ON avançava 0,61%, mesmo com o declínio dos preços do petróleo no exterior. No setor, BRAVA ENERGIA ON recuava 1,59%, PRIO ON perdia 1% e PETRORECONCAVO ON caía 1,42%.

• VALE ON cedia 0,43%, mudando de sinal após uma abertura mais positiva. Na China, os futuros do minério de ferro fecharam em alta, com o contrato mais negociado em Dalian subindo 0,49%.

• HAPVIDA ON avançava 3,74%. A empresa de planos de saúde anunciou na véspera que aprovou até R$250 milhões para recompra de debêntures e na liquidação antecipada de operação de hedge. A empresa também afirmou que a dívida bruta será reduzida em R$322,6 milhões após operações realizadas com deságio.

• VIBRA ENERGIA ON perdia 2,29%. No noticiário do setor, o governo federal deve prorrogar até 9 de setembro a subvenção de R$0,44 por litro de gasolina, que venceria nesta semana.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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