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IPCA-15: indicador registra primeira deflação do ano, informa IBGE

Entrada do bônus de Itaipu nas contas de luz ajudou a reduzir a inflação entre julho e agosto

26 ago 2026 - 10h11
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Resumo
O IPCA-15 registrou a primeira deflação do ano ao cair 0,4% entre julho e agosto, acumulando 4,24% em 12 meses, segundo o IBGE. O recuo foi puxado pelo bônus de Itaipu na energia elétrica residencial (-6,25%) e pelas quedas nos grupos Transportes (-1%), influenciado por combustíveis e passagens aéreas, e Alimentação e Bebidas (-0,57%). Em sentido oposto, os setores de Despesas Pessoais (0,66%), Educação (0,46%) e Saúde (0,4%) registraram altas no período.

A inflação no Brasil registrou a primeira variação negativa do ano no período entre meados de julho e meados de agosto, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo IBGE. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação oficial do País, fechou o período com variação de -0,4%. No acumulado em 12 meses, o índice ficou em 4,24%.

O número foi puxado para baixo principalmente pela entrada, nas contas de luz, do bônus de Itaipu - que é uma forma de devolver aos consumidores o dinheiro que sobra da operação da usina hidrelétrica binacional. Esse bônus entra direto nas contas dos consumidores que tiveram, no ano passado, pelo menos um mês com consumo inferior a 350 kWh. Com isso, o item energia elétrica residencial fechou o período com recuo de 6,25%.

O recuo na energia elétrica fez com que o grupo Habitação encerrasse o período com variação de -1,41%, a maior queda entre os grupos que compõem o índice.

Os dados do IBGE também mostram que o grupo Transportes saiu de 0,11% em julho para -1% em agosto, com os recuos das passagens aéreas (-13,3%) e dos combustíveis (-1,43%). "Foram registradas quedas no etanol (-3,63%), na gasolina (-1,23%) e no óleo diesel (-0,71%), enquanto o gás veicular aumentou 1,42%", diz o instituto, em nota.

Ainda de acordo com o IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas apresentou variação de -0,57% em agosto, com a redução de 0,97% na alimentação no domicílio, destacando-se as quedas do tomate (-27,38%), da batata-inglesa (-25,14%), da cenoura (-17,05%) e do café moído (-2,31%). "No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (3,41%) e as frutas (3,11%)", diz a nota.

O grupo Despesas Pessoais teva alta de 0,66%, resultado influenciado principalmente pelo reajuste no preço do cigarro (5,56%), a partir de 1.° de agosto. O grupo Educação subiu 0,46% em agosto, puxado principalmente pelo reajustes nos cursos regulares (0,52%).

No grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que teve alta de 0,4%, o destaque, segundo o IBGE, são os aumentos dos artigos de higiene pessoal (0,47%) e dos planos de saúde, "cuja variação de 0,42% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)".

Estadão
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