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Taxas dos DIs operam perto da estabilidade com métricas do IPCA-15 ainda aceleradas

26 ago 2026 - 10h18
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Resumo
As taxas dos DIs operam perto da estabilidade nesta quarta-feira. O IPCA-15 registrou deflação de 0,40% em agosto, acima do esperado, mas a aceleração em métricas como serviços subjacentes freou o recuo dos juros futuros. O mercado também foi pressionado pelo exterior, onde os rendimentos dos Treasuries norte-americanos ganharam força após a divulgação de dados do PIB e do núcleo do índice de inflação PCE nos Estados Unidos em linha com as projeções.

As taxas dos DIs ‌operavam próximas da estabilidade nesta manhã de quarta-feira após o IPCA-15 indicar deflação no Brasil maior que a esperada pelo mercado em agosto, mas com algumas métricas de preços ainda aceleradas, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries ganharam força com a divulgação de novos dados da economia norte-americana.

Às 9h42, a taxa do DI (Depósito ⁠Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,81%, praticamente estável ante o ajuste de ‌13,813% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,425%, em baixa de 3 pontos-base ‌ante o ajuste de 14,459%.

O Instituto Brasileiro de ‌Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação ⁠oficial, cedeu 0,40% em agosto, após ter subido 0,06% em julho. A deflação no mês foi maior que o recuo de 0,30% esperado pelo mercado, conforme pesquisa da Reuters.

A abertura do indicador, no entanto, não trouxe números tão favoráveis, apontou o banco Bmg. A alta dos serviços adjacentes, que excluem alguns itens mais voláteis, passou ‌de 0,30% em julho para 0,50% em agosto, conforme cálculo do Bmg, enquanto a taxa ‌dos serviços intensivos em ⁠mão de obra acelerou ⁠de 0,48% para 0,55%. Os serviços em geral tiveram desaceleração, de 0,41% para 0,07%.

De acordo ⁠com o Bmg, a alta da média ‌dos núcleos de inflação acompanhados ‌pelo Banco Central foi de 0,20% em julho para 0,22% em agosto. A boa notícia foi o item alimentação no domicílio, com deflação de 0,97% em agosto, após queda de 1,14% em julho.

Com a divulgação, a curva de DIs ⁠registrou as mínimas do dia até o momento logo na abertura, mas depois mostrou recuperação, se reaproximando da estabilidade.

"O mercado reagiu à surpresa (do IPCA-15 cheio)", comentou Flavio Serrano, economista-chefe do banco Bmg. "Depois voltou porque viu que a abertura (do indicador) não veio muito diferente (do esperado). E serviços subjacentes ‌vieram até um pouco pior que o esperado", acrescentou.

Para o economista Leonardo Costa, do ASA, o balanço qualitativo do IPCA-15 seguiu benigno no curto prazo.

"Os núcleos ⁠vieram melhores do que o esperado, embora tenha havido aceleração dos serviços subjacentes na margem (ainda assim, essa medida segue operando em torno de 4,6% na média móvel trimestral anualizada)", afirmou Costa, em comentário escrito. "A inflação subjacente de bens ainda desacelera, ainda efeito da normalização pós-choque do petróleo."

Em paralelo, os rendimentos dos Treasuries ganharam força logo após a divulgação de novos dados sobre a economia dos EUA. O núcleo do índice de inflação PCE -- bastante observado pelo Federal Reserve em sua política monetária -- subiu 0,2% em julho, em linha com o esperado, com o índice cheio também avançando 0,2%. Já o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre subiu 1,5%, em linha com as expectativas.

Às 9h42, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 1 ponto-base, a 4,651%.

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