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Presidente da Volkswagen diz a funcionários de fábrica que processo de corte de custos "ainda não acabou"

26 ago 2026 - 09h13
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Resumo
O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, alertou funcionários da fábrica de veículos elétricos em Emden que o corte de custos precisa continuar, pois as despesas locais superam as da concorrência europeia. Ameaçada de fechamento em meio a uma ampla reestruturação, a unidade não tem plano de negócios pós-2030. Blume busca apoio dos trabalhadores para os ajustes e afirmou que o encerramento das atividades é o último recurso, prometendo lutar pela preservação dos empregos e da fábrica.

O ‌presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, pediu aos funcionários da fábrica da montadora alemã em Emden — que pode ser fechada como parte de um amplo plano de reestruturação — que intensifiquem ⁠os esforços de redução de custos, alertando que ‌eles ainda são altos demais quando comparados aos dos concorrentes.

"Essa jornada ainda não ‌acabou. Pois não nos comparamos ‌apenas com nosso próprio desempenho passado. ⁠Nós nos comparamos com as melhores unidades da Europa", disse Blume aos funcionários, de acordo com trechos de seu discurso divulgados pela empresa nesta quarta-feira.

"Os custos com mão de ‌obra hoje são mais do que o dobro ‌dos de ⁠unidades europeias ⁠comparáveis. E, quando se trata de custos de fábrica, ⁠outras unidades ainda ‌são significativamente mais ‌baratas. Isso não é uma crítica — é a realidade com a qual devemos nos comparar", disse Blume.

Emden, uma fábrica de veículos ⁠elétricos no Estado natal da Volkswagen, a Baixa Saxônia, é uma das quatro fábricas que atualmente não possuem um plano de negócios para além ‌de 2030.

Blume, que está visitando as unidades da Volkswagen nesta semana em uma tentativa ⁠de tranquilizar os trabalhadores e angariar apoio para amplas medidas de corte de custos, descreveu o fechamento de fábricas como um último recurso oneroso.

O presidente-executivo disse aos trabalhadores que a responsabilidade da Volkswagen não terminaria caso a empresa não conseguisse garantir o futuro da fábrica.

"Vamos lutar pelas perspectivas industriais e pelos empregos em nossas unidades, com parceiros, com investidores e com novas soluções industriais", disse ele.

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