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Ibovespa avança 2% e ronda 189 mil pontos com eleição e commodities sob holofote

8 set 2026 - 10h15
(atualizado às 10h56)
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Resumo
O Ibovespa subiu mais de 2%, superando os 189 mil pontos, impulsionado pelo otimismo eleitoral e pela valorização de commodities como petróleo e minério de ferro, que favoreceram Petrobras e Vale. Pesquisas apontando disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro mantiveram o mercado aquecido diante da expectativa de maior rigor fiscal futuro. A entrada líquida de capital estrangeiro na B3 também sustentou os ganhos, compensando as tensões geopolíticas no exterior e atritos políticos em Brasília.

O Ibovespa subia mais de 2% nesta ‌terça-feira, na volta do fim de semana prolongado por feriado, com investidores repercutindo novas pesquisas eleitorais reforçando o cenário acirrado para a eleição presidencial no Brasil em outubro.

Por volta de 10h45, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançava 2,12%, a 189.065,12 pontos, apoiado ainda pela alta de commodities como o petróleo e o minério de ferro no exterior. O volume financeiro no pregão somava R$3,72 bilhões.

Pesquisa BTG/Nexus divulgada ⁠nesta terça-feira mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a ter um ponto percentual de vantagem sobre o ‌presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, embora o cenário ainda seja de empate técnico entre ambos. Na véspera, pesquisa Quaest também mostrou Lula e Flávio empatados com 41% das intenções ‌de voto em um eventual segundo turno. 

"O resultado mantém vivo ‌o trade eleitoral que impulsionou os ativos brasileiros na semana passada", afirmou o analista de investimentos ⁠Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, citando a percepção no mercado de que uma eventual mudança de governo poderia resultar em uma política fiscal mais austera a partir de 2027.

Também no radar nesta sessão estava a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, sob a alegação de que o próprio ‌Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos do que chamou de monitoramento ilícito por meio ‌de relatórios de inteligência produzidos pela ⁠PF.

Em paralelo, dados da B3 ⁠continuam mostrando entrada líquida de capital externo na bolsa em setembro, com o saldo nos primeiros três pregões do ⁠mês positivo em R$3,9 bilhões, o que adiciona um sentimento ‌mais favorável às ações brasileiras. 

No exterior, ‌o índice acionário norte-americano S&P 500 perdia 0,38%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos marcava 4,780%, de 4,784% na sexta-feira. O barril do petróleo sob o contrato Brent renovou máxima em várias semanas, chegando a US$99,46, após os houthis, apoiados pelo ⁠Irã, atacarem instalações de energia sauditas e Teerã ameaçar os Estados Unidos com uma "guerra econômica".

Nesta terça-feira, também entrou em vigor a nova composição do Ibovespa, incluindo as ações da construtora Tenda e sem os papéis da petroleira PetroReconcavo e da produtora de commodities agrícolas SLC Agrícola.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN avançava 2,8% e PETROBRAS ON mostrava acréscimo de 2,79%, endossadas pela alta ‌do petróleo no mercado internacional, onde o barril sob o contrato Brent registrava elevação de 1,14%, a US$98,11. No setor, BRAVA ENERGIA ON subia 5,2% e PRIO ON tinha elevação de 4,1%.

• VALE ON ⁠subia 2,93%, alinhada ao movimento do setor no exterior, em dia de alta dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou o pregão diurno com alta de 1,36%.

• ITAÚ UNIBANCO PN valorizava-se 2,15%, em  meio ao viés mais comprador na B3, com BRADESCO PN avançando 2,23% e BANCO DO BRASIL ON subindo 1,73%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT cedia 0,46%.

• CSN ON mostrava acréscimo de 3,46%, com investidores na expectativa de avanço no processo de desinvestimentos da companhia após a troca no comando anunciada na semana passada.

• MAGAZINE LUIZA ON avançava 2,76%, no quarto pregão seguido de alta, em movimento endossado pelo alívio nas taxas dos contratos de DI. O índice de consumo da B3 tinha elevação de 1,55%.

• MINERVA ON cedia 0,76%, em sessão de ajustes após forte valorização (+4,22%) no último pregão.

• TOTVS ON recuava 0,49%, ampliando o ajuste em setembro, após acumular em agosto alta de mais de 14%.

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