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Boeing tem queda nas entregas em agosto

8 set 2026 - 12h16
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Resumo
A Boeing entregou 51 jatos em agosto, queda anual puxada pela redução nos envios do 787 Dreamliner e abaixo dos 57 repasses da rival Airbus. Apesar do recuo mensal, a fabricante somou 418 entregas no acumulado do ano, impulsionadas pelo 737 MAX, atingindo seu melhor desempenho desde 2018. A companhia registrou ainda 15 novos pedidos em agosto, alcançando 453 encomendas líquidas no período de janeiro a agosto e mantendo suas projeções anuais para a recuperação financeira.

A Boeing informou nesta terça-feira que entregou 51 jatos em agosto, uma leve queda em relação ao mês anterior e abaixo das 57 aeronaves entregues no mesmo período do ano ⁠passado, à medida que diminuiu o número ‌de 787 Dreamliner repassados aos clientes.

A fabricante norte-americana entregou apenas quatro aeronaves 787, ante nove ‌em agosto do ano ‌anterior. Um porta-voz afirmou que a redução ⁠nas entregas não foi causada por problemas de produção, cadeia de suprimentos ou certificação. Com isso, as entregas acumuladas do popular jato de fuselagem larga chegaram a 54 unidades entre ‌janeiro e agosto de 2026.

A empresa continua esperando ‌entregar entre 90 ⁠e 100 ⁠aeronaves 787 até o final do ano, disse o ⁠porta-voz.

O aumento da ‌produção desse jato ‌bimotor de corredor duplo, altamente rentável, é considerado fundamental para a recuperação financeira da Boeing.

A rival europeia Airbus entregou 57 aeronaves e ⁠registrou 67 pedidos em agosto.

As entregas de agosto da Boeing incluíram 41 aviões 737 MAX, seu modelo mais vendido. Desses, nove foram entregues à Southwest ‌Airlines, oito à United Airlines e cinco à empresa de leasing AerCap.

Até agosto, a Boeing ⁠entregou 418 aeronaves, o maior volume desde 2018, quando havia entregado 481 jatos nos primeiros oito meses do ano.

A Boeing registrou 15 novos pedidos em agosto, sendo dois aviões 737 MAX e 13 aeronaves 787. Todos os pedidos foram feitos por clientes não identificados. Não houve cancelamentos no mês.

Nos primeiros oito meses de 2026, a Boeing acumulou 453 pedidos líquidos, já descontados os cancelamentos registrados no período.

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