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Fevereiro pode ter chuvas mais favoráveis ao setor elétrico, enquanto carga deve cair, prevê ONS

29 jan 2026 - 17h01
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As chuvas poderão ser mais favoráveis ao setor elétrico no mês de fevereiro, depois de meses mais secos que o normal, ajudando a reduzir o déficit de precipitações em importantes bacias em momento crucial para garantir mais armazenamento nos ‌reservatórios das hidrelétricas, disse o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Conforme o planejamento do órgão para fevereiro, apresentado nesta quinta-feira, as chuvas ‌podem melhorar, principalmente na primeira quinzena do mês, nas bacias hidrográficas das regiões Sudeste/Centro-Oeste, que concentram os principais reservatórios de usinas hidrelétricas do país.

A melhora das precipitações segue uma tendência já observada nos últimos dias de janeiro, apontou o ONS, quando o maior volume de chuvas permitiu reduzir um déficit em relação à média histórica que vinha sendo observado em bacias ‍importantes, como as do Paranaíba e São Francisco.

O ONS também observou que as precipitações provavelmente ficarão em torno da média de longo prazo nas principais bacias até abril, que marca o fim do período úmido.

Mas os volumes de chuvas já se reduzem nesses meses, de modo que o operador ressaltou que mantém sua atenção ‌quanto ao nível dos reservatórios do país.

No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, os lagos das hidrelétricas devem fechar ‌janeiro com cerca de 46% da capacidade, quase 15 pontos percentuais abaixo do registrado em igual período de 2025, mas ainda bem acima do patamar de 20% observado em 2021, quando o país enfrentou grave crise hídrica.

Já para a carga de energia elétrica no país, o ONS estimou uma queda de 1,7% em fevereiro na comparação anual, para 87.613 megawatts médios.

BANDEIRA TARIFÁRIA

Apesar do alerta para o nível dos reservatórios, o aumento da geração hidrelétrica em fevereiro deve garantir o acionamento da bandeira tarifária verde para o mês, sem cobrança extra na conta de luz, segundo estimativas de consultorias e comercializadoras.

A bandeira será anunciada oficialmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na sexta-feira.

Já para os meses seguintes, a perspectiva dos agentes é de que a bandeira verde permaneça até abril, com taxas começando a ser cobradas dos consumidores a partir de maio.

Para a Armor Energia, a Aneel poderá acionar bandeira amarela em maio, enquanto em junho os cenários variam entre amarela ou vermelha tipo 1. De julho a outubro, a expectativa é de bandeira vermelha tipo 2, que impõe a maior cobrança para os consumidores e acaba gerando algum impacto adicional à inflação do país.

Para novembro em diante, o cenário-base aponta para bandeira amarela, mas isso dependerá da chegada do próximo período úmido, disse a ‌Armor, em nota.

Já a Ampere Consultoria revisou sua projeção de bandeiras depois da ligeira melhora prevista para as chuvas em fevereiro, passando a esperar agora o acionamento da bandeira amarela apenas em maio. Mas o acionamento da bandeira amarela em abril não está totalmente descartado e aparece nos cenários mais conservadores, apontou o sócio consultor da empresa, Guilherme Ramalho de Oliveira.

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