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Embraer: tarifas de Trump tiveram impacto de R$ 59 milhões na aviação executiva no 1º trimestre

Receita da unidade de aviação executiva da companhia somou R$ 2,2 bilhões no período, alta de 17% na comparação anual, impulsionada por maiores volumes e mix de produtos

8 mai 2026 - 08h54
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As tarifas de importação dos Estados Unidos tiveram impacto negativo de US$ 12 milhões (cerca de R$ 59 milhões) sobre os resultados da divisão de aviação executiva da Embraer no primeiro trimestre de 2026, equivalente a uma pressão de 2,8 pontos porcentuais (280 pontos-base) sobre as margens do segmento, segundo o release de resultados divulgado pela companhia.

A receita da unidade de aviação executiva somou R$ 2,2 bilhões no trimestre, alta de 17% na comparação anual, impulsionada por maiores volumes e mix de produtos. Ainda assim, a margem bruta caiu de 21,8% para 15,1% na mesma base de comparação, refletindo o mix de clientes e os efeitos das tarifas americanas.

Com isso, a margem Ebit ajustada da divisão recuou de 11,1% para 5,9%, pressionada também por maiores despesas comerciais, especialmente relacionadas ao anúncio dos novos modelos da família Praetor 500/600 "E".

Tarifas de importação dos Estados Unidos tiveram impacto equivalente a uma pressão de 2,8 pontos porcentuais sobre as margens do segmento de aviação executiva da Embraer
Tarifas de importação dos Estados Unidos tiveram impacto equivalente a uma pressão de 2,8 pontos porcentuais sobre as margens do segmento de aviação executiva da Embraer
Foto: Embraer/Divulgação / Estadão

Na aviação comercial, a receita atingiu R$ 1,5 bilhão no trimestre, avanço de 32% ante o mesmo período do ano passado, impulsionada por maiores volumes e preços. A margem bruta, porém, recuou de 4,8% para 0,9%, enquanto a margem Ebit ajustada passou de -5,1% para -9,8%, impactada pela composição de clientes, custos logísticos e pela ausência de efeitos positivos não recorrentes registrados no ano anterior, incluindo US$ 10 milhões em créditos de fornecedores.

A divisão de Defesa & Segurança, por sua vez, registrou receita de R$ 1,2 bilhão nos três primeiros meses do ano, crescimento de 47% na comparação anual, beneficiada pelo maior reconhecimento de receitas do KC-390 e pelo aumento do ritmo de produção do Super Tucano. A margem bruta avançou de 12,5% para 26,8%, enquanto a margem Ebit ajustada passou de -1,5% para 16,9%, favorecida pela alavancagem operacional e por impacto positivo de US$ 25 milhões em itens não recorrentes (1.100 pontos-base).

Já na unidade de Serviços & Suporte, as receitas somaram R$ 2,6 bilhões, alta de 4% na comparação anual, impulsionada por maiores volumes em todos os segmentos, especialmente em Defesa & Segurança.

A margem bruta aumentou de 20,6% para 26,3% em relação ao ano anterior, principalmente devido a materiais. Consequentemente, a margem Ebit ajustada aumentou de 10,0% para 14,2%, "compensando amplamente o impacto negativo das tarifas de importação dos EUA (US$ 2 milhões; 33 pontos-base) durante o período", segundo a companhia.

A divisão de outros negócios, que inclui a Aviação Agrícola (pulverizador agrícola Ipanema), a divisão cibernética Tempest e a divisão de trens de pouso, registrou crescimento de 10% na receita, de R$ 87 milhões para R$ 96 milhões na comparação anual, principalmente devido ao maior volume de vendas da Tempest.

Estadão
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