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União Europeia suspende compra de carne e produtos de origem animal do Brasil

A decisão, que começa a valer a partir de 3 de setembro, ocorre doze dias depois da entrada provisória em vigor do acordo Mercosul-UE

12 mai 2026 - 13h43
(atualizado às 14h12)
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Comissão Europeia retirou o país da lista de exportadores autorizados a vender animais e produtos de origem animal por descumprir regras sobre o uso de antimicrobianos
Comissão Europeia retirou o país da lista de exportadores autorizados a vender animais e produtos de origem animal por descumprir regras sobre o uso de antimicrobianos
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

A União Europeia (UE) retirou nesta terça-feira, 12, o Brasil da lista de países de fora do bloco autorizados a exportar carne e produtos de origem animal, por descumprimento das regras sobre o uso de antimicrobianos, que combatem parasitas. 

A decisão, que começa a valer a partir de 3 de setembro, ocorre 12 dias depois da entrada provisória em vigor do acordo Mercosul-UE. Os demais países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) que assinaram um acordo comercial com a UE permanecem autorizados.

"[O Brasil] deixará de poder exportar para a UE mercadorias (tanto animais vivos destinados à produção de alimentos como produtos derivados), tais como bovinos, equinos, aves de capoeira, ovos, aquicultura, mel e envoltórios", disse a porta-voz Eva Hrncirova, da Comissão Europeia responsável pela área de Saúde, em entrevista à agência de notícias Lusa.

Medida pode ser revista

O veto às carnes brasileiras pode ser revisto. Para retornar à lista, "o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da União relativos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados", referiu a porta-voz. Segundo o órgão, o país não deu garantias sobre a não utilização destes produtos na pecuária.

"Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações", esclareceu, acrescentando que o órgão tem colaborado estreitamente com as autoridades brasileiras sobre o tema.

Até o momento, o ministério da Agricultura não se manifestou.

UE é pressionada por maior vigilância sanitária

Segundo Hrncirova, o bloco proíbe o uso de antimicrobianos para promover o crescimento ou aumentar o rendimento na pecuária. Também veta a utilização, em animais, de antibióticos e outros medicamentos reservados para o tratamento de infecções humanas.

A lista revista e adotada nesta terça-feira inclui agora 21 novos países, tendo outros cinco sido autorizados a exportar mercadorias adicionais para a UE, acrescentou a porta-voz, além da exclusão do Brasil.

As regras da UE integram a agenda "Uma Só Saúde" ("One Health") do bloco para combater a resistência antimicrobiana e se aplicam aos produtores europeus desde 2022.

A lista é atualizada regularmente para incluir novos países em conformidade ou para remover qualquer país ou mercadoria que não cumpra as regras. A publicação da lista responde à pressão do setor agrícola europeu contra o acordo Mercosul-UE.

Fonte: Portal Terra
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