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Ibovespa volta a flertar com 168 mil pontos com Vale, mas ímpeto segue frágil em dia com vencimentos

12 ago 2026 - 13h01
(atualizado às 13h22)
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O Ibovespa chegou a retomar o patamar ‌dos 168 mil pontos nesta quarta-feira, apoiado principalmente pela Vale, mas voltou a titubear, em pregão marcado pelo vencimento de opções sobre o índice e do contrato futuro.

Investidores também repercutiam uma nova bateria de resultados corporativos no Brasil, assim como dados de inflação dos Estados Unidos, enquanto o cenário geopolítico permanece no radar. 

Por volta de 12h, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, registrava decréscimo de 0,07%, a 167.759,94 pontos. Desde a abertura, marcou 167.141,82 pontos na mínima e 168.309,55 pontos na máxima.

A tentativa de melhora vem após o Ibovespa ⁠fechar com sinal negativo nos últimos seis pregões, acumulando no período uma perda de quase 5,7%. Apenas na terça-feira, o Ibovespa caiu 2,5%, a ‌167.874,64 pontos, menor fechamento desde 20 de janeiro, com preocupações sobre o ritmo da atividade econômica do país em meio a perspectivas de manutenção das taxas de juros em níveis elevados. Em abril, o Ibovespa chegou a superar os 199 mil pontos no intradia.

A ‌piora é acompanhada da saída de estrangeiros da bolsa, com o saldo no ano ‌atualmente positivo de pouco mais de R$29 bilhões, ante quase R$68 bilhões em meados de abril. Apenas em agosto, de acordo ⁠com os dados da B3 até o último dia 10, houve saída líquida de R$7,2 bilhões.

Uma recuperação sólida, porém, permanece frágil, em meio ao cenário macroeconômico desafiador no Brasil, bem como incertezas eleitorais e geopolíticas. 

De acordo com analistas do Itaú BBA, após o Ibovespa perder suportes relevantes na véspera, o índice passou a configurar em uma tendência de baixa, com potencial de queda para os próximos suportes. "Esse sinal técnico confirmou um pivô de baixa e marcou o início de uma nova tendência descendente, com espaço para recuo até a região ‌de 163.500 pontos", afirmaram no relatório Diário do Grafista.

Em Wall Street, o S&P 500 avançava 0,21%, com balanços corporativos também ocupando as atenções. Da ‌agenda nos EUA, o índice de preços ao ⁠consumidor subiu 0,1% no mês passado, ⁠em linha com as previsões no mercado, após cair 0,4% em junho, que havia sido a primeira queda em seis anos. Nos 12 meses até ⁠julho, o índice avançou 3,4%, após subir 3,5% em junho.

DESTAQUES

• VALE ON avançava ‌0,9%, acompanhando o movimento externo do setor, ‌em sessão de variação modesta dos futuros do minério de ferro na China.

• PETROBRAS PN registrava variação positiva de 0,05% e PETROBRAS ON recuava 0,26%, também ensaiando melhora, com investidores ainda monitorando o movimento do petróleo no exterior. O barril sob o contrato Brent cedia 0,09%.

• ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,56%, em sessão sem sinal único entre os bancos do Ibovespa. BRADESCO ⁠PN subia 0,3%, BANCO DO BRASIL ON avançava 0,41% antes do balanço após o fechamento, SANTANDER BRASIL UNIT valorizava-se 0,61% e BTG PACTUAL UNIT perdia 0,72%.

• DIRECIONAL ON caía 3,18%, após o balanço divulgado na véspera, com lucro líquido de R$202 milhões no segundo trimestre, alta de 9,7% sobre o resultado apresentado um ano antes. O CEO afirmou a analistas que vê normalização da demanda após a queda provocada pela Copa. Na mínima até o momento, a ação caiu ‌7,5%. No setor, CURY ON mostrava estabilidade, distante do pior momento, tendo também como pano de fundo o lucro líquido de R$311 milhões no segundo trimestre, crescimento de 16,5% sobre o resultado do mesmo período do ano passado.

• TAESA UNIT cedia 0,29%, reduzindo ⁠as perdas desde a abertura, com investidores analisando o resultado do segundo trimestre, quando a transmissora de energia registrou lucro líquido regulatório de R$206,8 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 28,5% na comparação anual. O conselho de administração também aprovou a distribuição de R$123,8 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) e R$82,9 milhões em dividendos intercalares.

• B3 ON caía 0,91%, já tendo trocado de sinal algumas vezes, após o balanço na véspera mostrar lucro líquido recorrente de R$1,4 bilhão no segundo trimestre, avanço de 8% na comparação com o mesmo intervalo de 2025, praticamente em linha com as expectativas. A receita líquida somou R$2,8 bilhões, alta de 8,8%, enquanto as despesas somaram R$975,6 milhões, aumento de 15,5% na base anual. O CFO afirmou em teleconferência sobre o resultado que vê tendência positiva nos volumes por causa da eleição.

• VAMOS ON recuava 0,36%, afastando-se das mínimas da sessão, um dia após a companhia de aluguel e gestão de frotas de veículos pesados divulgar lucro líquido ajustado de R$101 milhões no segundo trimestre, alta de 21,8% sobre o resultado apresentado um ano antes, superando as estimativas do mercado. o CEO afirmou em teleconferência sobre os resultados que a depreciação de caminhões da Vamos ainda não normalizou.

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