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Dólar sobe e vai a R$ 3,74 com fortalecimento da moeda dos EUA no exterior

26 jul 2018
18h14
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Após cair ontem para o menor nível em dois meses, o dólar voltou a subir nesta quinta-feira, 26, acompanhando o movimento externo da moeda, que ganhou valor ante as principais divisas de países desenvolvidos e emergentes. As mesas de operação seguiram monitorando o cenário político, em dia de anúncio oficial do apoio dos partidos do Centrão ao pré-candidato Geraldo Alckmin, mas o noticiário político não chegou a influenciar os preços hoje. O dólar à vista terminou o dia em alta de 1,14%, a R$ 3,7467, bem perto da máxima da sessão, de R$ 3,7477, batida pouco antes do encerramento dos negócios.

O principal evento do dia no exterior foi a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que manteve os juros e os estímulos extraordinários. Após a reunião, em entrevista à imprensa, o presidente do BCE, Mario Draghi, disse que ainda são necessários estímulos significativos na zona do euro e houve aumento da incerteza, principalmente por conta do risco de maior protecionismo na economia mundial.

As declarações de Draghi levaram o dólar a se fortalecer hoje, enquanto o euro batia mínimas ao longo do dia ante a moeda dos EUA. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de outras moedas fortes, encerrou com ganho de 0,41%, aos 94,75 pontos. O real, a lira turca e o rand sul-africano foram as divisas entre os emergentes que mais perderam valor ante o dólar.

Para o gestor da Western Asset, Adauto Lima, o câmbio no Brasil basicamente acompanhou hoje o movimento do dólar no exterior. Ele ressalta que o apoio do Centrão a Alckmin chegou a ajudar a moeda em algumas sessões nos últimos dias, mas hoje não houve novidades sobre o assunto e segue indefinido quem será o vice da chapa do tucano. Lima ressalta que de agora até outubro, o ambiente político vai ter influência crescente no mercado de câmbio, principalmente quando saírem novas pesquisas de intenção de voto. Mesmo assim, vai ser o cenário externo que vai seguir ditando o ritmo da moeda.

Para a consultoria inglesa de risco político Control Risks, a aliança com o Centrão "aumenta substancialmente" a chance de Alckmin melhorar seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto, na medida que dará ao tucano tempo significativo a mais de exposição na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. A expectativa é que a intenção de voto em Alckmin deve começar a subir quando a campanha eleitoral começar oficialmente, em 16 de agosto. A consultoria vê "chance confiável" do ex-governador de São Paulo ir para o segundo turno.

Estadão

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