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Dólar recua ante real com expectativa otimista por tramitação da Previdência

11 mar 2019
17h11
atualizado às 17h32
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O dólar fechou em queda acentuada ante o real nesta segunda-feira, com a tramitação da reforma da Previdência no foco, em semana que deve contar com a instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara.

Notas de dólar dos Estados Unidos
14/11/2014
REUTERS/Gary Cameron
Notas de dólar dos Estados Unidos 14/11/2014 REUTERS/Gary Cameron
Foto: Reuters

O dólar recuou 0,73 por cento, a 3,8418 reais na venda. No pregão, oscilou entre 3,8676 reais e 3,8346 reais.

O dólar futuro caía 0,72 por cento.

Investidores avaliaram com certo otimismo a reunião que ocorreu no fim de semana entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o presidente Jair Bolsonaro.

"Acredito que essa recuada [do dólar] que deu nesta segunda-feira foi muito em virtude da reunião entre o Bolsonaro e o Maia. Isso deu uma animadinha no mercado, não uma animadona. Há também a promessa de que essa semana venha a CCJ", afirmou o diretor de câmbio da Ourominas, Mauriciano Cavalcante.

Para quarta-feira, está prevista a instalação a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara, primeira parada da reforma da Previdência, afirmou Maia na semana passada.

Segundo ele, a expectativa é que, a partir desta segunda-feira, líderes das bancadas comecem a indicar formalmente integrantes da comissão para que ela possa ser instalada.

De acordo com Cavalcante, a depender do tom das notícias e desdobramentos ligados à Previdência nesta semana, a divisa norte-americana pode recuar ainda mais, procurando novamente níveis próximos a 3,75 reais e 3,80 reais.

Apesar de o foco maior estar na Previdência, investidores também acompanharam, pela manhã, a divulgação de dados de vendas no varejo dos Estados Unidos.

A despeito de uma alta em janeiro, os dados de dezembro foram revisados para um número bem mais fraco, no pior desempenho desde dezembro de 2009, quando a economia estava saindo da recessão.

"Foi mais afirmando o que todos já esperavam: uma economia globalizada mais fraca e com tendência ainda de números piores, ruins por vir", afirmou Cavalcante.

Permanece a percepção de que investidores estrangeiros ainda não devem retornar às negociações locais até que haja avanços mais concretos na Previdência, mas também pela avaliação de que as moedas emergentes têm pior relação risco/retorno, especialmente comparadas ao mercado de bônus, segundo nota do Goldman Sachs.

O Banco Central vendeu nesta sessão 14,5 mil swaps cambiais tradicionais, equivalente à venda futura de dólares. Assim, rolou 2,900 bilhões de dólares dos 12,321 bilhões que vencem em abril.

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