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Dólar alterna leve queda e estabilidade ante real com ajustes e cenário para economia brasileira

14 jan 2020
09h56
atualizado às 11h59
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Depois de operar em alta por boa parte da manhã, chegando a superar os 4,16 reais, o dólar passava rondar a estabilidade contra o real nesta terça-feira, sofrendo ajuste após três altas consecutivas, com investidores também atentos à elevação das projeções do governo para a economia brasileira.

10/09/2015
REUTERS/Ricardo Moraes
10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

Por volta de 11h50, a cotação oscilava em leve queda de 0,11%, a 4,1356 reais na venda. Mais cedo, já na primeira meia hora de negócios, a cotação bateu 4,1625 reais na venda, máxima intradia desde 6 de dezembro do ano passado.

O dólar subiu em sete das oito sessões fechadas de 2020, acumulando no período valorização de 3,22% e impondo ao real o pior desempenho para este começo de ano dentre 33 pares da moeda norte-americana.

Apenas na véspera, a cotação saltou 1,18%, a 4,1423 reais na venda, maior alta percentual diária desde 8 de novembro e nível mais alto para um encerramento desde 10 de dezembro.

Segundo Ricardo Gomes da Silva, da Correparti Corretora, a fortaleza do dólar pode estar relacionada à ausência de leilões de câmbio pelo Banco Central.

"A falta de sinalização do Banco Central em relação à oferta de dólares no mês de janeiro, seja através dos leilões de swaps e/ou vendas no mercado à vista, tem gerado larga procura pela moeda norte-americana, especialmente após o início do conflito geopolítico entre Estados Unidos e Irã", afirmou em nota.

A última atuação do BC no mercado cambial via leilões ocorreu em 20 de dezembro passado, quando a autoridade monetária vendeu 465 milhões em dólar à vista e, ao mesmo tempo, negociou 9.300 contratos de swap cambial reverso --como parte da estratégia de trocar posição cambial do mercado de derivativos para dólar spot.

O próximo lote de swaps cambiais tradicionais é de 11,729 bilhões de dólares e vence em 1º de abril de 2020.

Porém, depois alcançar máximas por volta de 9h30, o dólar começou a perder força, indo a 4,1316 na mínima do dia, o que, segundo Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria, se devia a um ajuste após alta acentuada nas últimas três sessões, com os operadores em busca de um ponto de equilíbrio para a taxa de câmbio.

Também ajudou a informação de que o governo elevou nesta terça-feira sua projeção para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) este ano a 2,4%, sobre 2,32% anteriormente, um sinal de recuperação da economia brasileira que pode atrair mais investimentos estrangeiros e ingressos de recursos ao país.

No exterior, o dólar subia 0,15% contra uma cesta de moedas importantes. A força da moeda norte-americana contra divisas como o iene era atribuída em parte ao otimismo global em relação à assinatura de um acordo comercial inicial entre EUA e China, prevista para quarta-feira.

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