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Diretora do FMI visitará a Argentina no fim do mês, anuncia governo Milei

Anúncio ocorre após publicação das novas perspectivas econômicas do FMI, que manteve previsão de crescimento para a Argentina em 3,5% em 2026

8 jul 2026 - 20h41
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A diretora do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, visitará a Argentina no fim do mês, no contexto do apoio do organismo às medidas de ajuste do presidente Javier Milei, informou nesta quarta-feira, 8, o governo do país sul-americano.

"Sua visita ocorre no contexto da excelente relação e do diálogo construtivo deste governo com o organismo, no âmbito do bem-sucedido programa econômico em curso", disse, na rede X, o ministro da Economia, Luis "Toto" Caputo.

O anúncio coincide com a publicação, nesta quarta-feira, das novas perspectivas econômicas do organismo, que manteve sua previsão de crescimento para a Argentina em 3,5% em 2026.

O país iniciou um processo de desinflação e este "deveria continuar gradualmente" com uma previsão de inflação de 25% até o fim do ano, disse Petya Koeva Brooks, vice-diretora do Departamento de Pesquisas do FMI, durante uma coletiva de imprensa em Washington.

A Argentina assinou em 2025 um Acordo de Facilidades Estendidas com o FMI de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 110 bilhões) em quatro anos. Na segunda-feira, 6, Caputo assegurou que o governo tem recursos suficientes para honrar os pagamentos da dívida em 2026.

Desde que assumiu o poder, em dezembro de 2023, Milei adotou um rigoroso plano de austeridade que pôs fim ao déficit fiscal crônico da Argentina e conseguiu reduzir uma inflação que girava em três dígitos para 33% ao ano em maio passado.

Em contrapartida, o ajuste provocou cortes severos nos gastos públicos, o fechamento de organismos estatais, demissões e forte perda do poder aquisitivo de salários e aposentadorias.

A economia argentina cresceu 0,7% no primeiro trimestre, apoiada nas exportações primárias e na intermediação financeira. No entanto, a economia se move em duas direções: enquanto estes setores sobem, a indústria e o comércio despencam.

O nível de inadimplência das famílias com os bancos é o mais alto das últimas duas décadas, segundo dados do Banco Central. O desemprego aumentou para 7,8% e a informalidade no mercado de trabalho se situou em 44% no primeiro trimestre de 2026.

O país sul-americano é o principal devedor do FMI, após receber, em 2018, o maior empréstimo da história do Fundo durante a gestão do então presidente de direita Mauricio Macri, aliado de Milei. / AFP

Estadão
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