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Congresso criou ambiente favorável ao ajuste das contas públicas, diz Mansueto Almeida

Ex-secretário do Tesouro afirma que debate fiscal melhorou no Brasil com aproximação entre Legislativo e governo; para ele, não é mais possível fazer ajuste aumentando impostos

9 jun 2025 - 15h12
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Ex-secretário do Tesouro Nacional e atual economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida entende que houve uma melhora no debate fiscal no Brasil, e considerou uma boa notícia a aproximação do Legislativo com o governo para criar um ambiente favorável ao ajuste das contas públicas.

"O debate fiscal melhorou. Para fazer mudanças, o debate tem que começar hoje", comentou Mansueto em evento promovido por CBN, O Globo e Valor Econômico. Ele considera importante o debate avançar agora, antes de 2026, ano de eleição, que, pontuou Mansueto, traz "dificuldades naturais" à discussão.

Segundo Mansueto, cortar despesas é difícil em qualquer lugar do mundo, porém, no Brasil, o debate está mais avançado. "Colocamos os problemas reais na mesa", disse o economista, repercutindo a reunião de domingo, 8, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com líderes partidários.

Segundo Mansueto, 'mais cedo ou mais tarde' será necessário resolver a vinculação com o salário mínimo que está puxando os gastos previdenciários
Segundo Mansueto, 'mais cedo ou mais tarde' será necessário resolver a vinculação com o salário mínimo que está puxando os gastos previdenciários
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / Estadão

O encontro terminou com o anúncio de que as elevações do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) serão revistas e compensadas pela tributação de produtos financeiros e taxação das apostas esportivas, as bets.

Mansueto ressaltou que "mais cedo ou mais tarde" será necessário resolver a vinculação com o salário mínimo que está puxando muito os gastos previdenciários. Com a atual dinâmica do mercado de trabalho, no qual o desemprego marca mínimas históricas, levando os salários para cima, o País não precisaria de uma política de valorização do salário mínimo, defendeu.

Segundo ele, não é mais possível fazer o ajuste aumentando impostos, com a carga tributária já na casa de 33% do Produto Interno Bruto (PIB). "Vamos ter que mexer nas estruturas dos gastos obrigatórios", assinalou. "É bom ver o Congresso tentando trazer o Executivo, criando ambiente para o debate do ajuste fiscal", disse o economista-chefe do BTG em debate que foi acompanhado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

Mansueto também avaliou que a reforma administrativa serve mais para melhorar a eficiência do governo do que para gerar uma economia importante aos gastos do Estado. Não vai trazer, segundo ele, uma economia grande em 15 meses.

Ainda assim, Mansueto considerou necessário entrar no debate sobre a reforma administrativa, sobretudo para corrigir as grandes diferenças salariais e reduzir o número de carreiras no setor público. "É um debate difícil, mas que precisa ser colocado", disse o ex-secretário do Tesouro.

Estadão
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