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Combustíveis: Petrobras nega defasagem nos preços e reforça sua política de reajustes

Em resposta a um questionamento feito pela CVM, estatal diz que reajustes não seguem periodicidade fixa e são realizados com base em análises técnicas

3 abr 2026 - 07h19
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A Petrobras afirmou que segue a sua estratégia comercial para preços de combustíveis e negou estimativas divulgadas na imprensa sobre uma defasagem relevante em relação ao mercado internacional. A manifestação foi feita em resposta a um ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que questionou a companhia após notícias apontarem interferência política na política de preços.

O pedido de esclarecimento teve como base, as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de evitar repasses ao consumidor dos efeitos da alta internacional do petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio. A estatal também rebate cálculos de agentes de mercado, indicando que diesel e gasolina estariam sendo vendidos com descontos expressivos frente à paridade internacional.

Caminhão tanque abastece posto de combustível no Paraná
Caminhão tanque abastece posto de combustível no Paraná
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

De acordo com dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), divulgados no início desta semana, a defasagem dos preços nas refinarias da Petrobras atingiu R$ 3,05 por litro para o óleo diesel e R$ 1,61 para a gasolina.

Em sua defesa, a Petrobras reitera que os reajustes de preços não seguem periodicidade fixa e são realizados com base em análises técnicas, levando em conta condições de refino, logística e o objetivo de reduzir a volatilidade no mercado interno. A empresa afirma ainda que sua política atual, anunciada em 2023, "busca evitar o repasse automático de oscilações externas".

A estatal cita também medidas recentes, como o aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A para distribuidoras, além da adesão a um programa federal de subvenção que adiciona R$ 0,32 por litro. Segundo a empresa, o efeito combinado equivale a R$ 0,70 por litro.

Sobre os números divulgados por analistas - que apontavam perdas potenciais bilionárias caso a defasagem persistisse -, a estatal afirma não reconhecer tais estimativas. E reforça o seu compromisso com a sustentabilidade financeira e declarou que sua governança e deveres fiduciários estão sendo plenamente observados.

Estadão
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