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Blackstone tem resultado melhor que esperado com negócios de "velocidade de escape"

29 jan 2026 - 14h21
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A Blackstone, maior gestora de ativos alternativos do mundo, superou previsões de lucro do quarto trimestre com um resultado divulgado nesta quinta-feira que mostrou a companhia avançando em negociações no setor ‌de data centers.

"O ambiente de negócios atingiu a velocidade de escape devido à moderação do custo de capital", disse ‌o presidente e diretor de operações, Jon Gray, referindo-se aos retornos que uma empresa deve obter para justificar um investimento.

Investidores financeiros e corporações voltaram a investir em fusões e aquisições em 2025, ajudados pela queda nas taxas de juros nos Estados Unidos, que tornou mais barato financiar negócios, e pelo abrandamento das preocupações com os ‍efeitos das políticas introduzidas pelo presidente do país, Donald Trump.

A Blackstone lucrou US$957 milhões com a venda de ativos nos três meses até dezembro, 59% a mais do que no mesmo período de 2024, e arrecadou US$71,5 bilhões em capital novo.

Os resultados destacam uma tendência crescente das grandes empresas de ‌capital privado de continuar levantando fundos. Os fundos de infraestrutura da Blackstone tiveram ‌um forte desempenho, com valorizações de 8,4%. Isso foi impulsionado pela operadora de data center QTS, que a Blackstone comprou em 2021 e agora está se beneficiando da demanda para desenvolver recursos de inteligëncia artificial.

"O ritmo histórico de investimentos que está ocorrendo nos EUA para facilitar o desenvolvimento da inteligência artificial, incluindo o projeto e a fabricação de semicondutores, a construção de centros de dados e a expansão da geração de energia, é o principal impulsionador do crescimento econômico atual", disse o presidente-executivo, Stephen Schwarzman.

A Blackstone também detém a QTS por meio de um fundo de investimento imobiliário (BREIT) que teve um retorno de 8,1% em 2025, recuperando-se após alguns anos difíceis a partir do final de 2022, quando os investidores fizeram fila para retirar seu dinheiro.

Os lucros distribuíveis do grupo, ou dinheiro que pode ser usado para pagar dividendos aos acionistas, aumentaram 3%, para US$2,2 bilhões, nos três meses até dezembro.

Isso se traduziu em US$1,75 por ação, superando o US$1,54 esperado por analistas em média, segundo dados da LSEG. Para o ano, a métrica acompanhada de perto ficou em US$5,57 por ação, contra as expectativas de US$5,35 na pesquisa da LSEG.

A Blackstone investiu US$42 ‌bilhões em aquisições, incluindo a empresa japonesa de engenharia TechnoPro no trimestre, e comprometeu mais US$23 bilhões para a compra de grandes ativos, incluindo a fabricante de dispositivos médicos Hologic.

Com um portfólio imobiliário global no valor de US$611 bilhões, a empresa chamou a atenção este mês quando Trump ameaçou proibir grandes investidores institucionais de comprar casas unifamiliares.

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