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Caged: Saldo de vagas com carteira assinada tem o pior dezembro desde o primeiro ano da pandemia

No ano, o saldo é positivo em 1.279.498 carteiras assinadas; os números vieram piores do que a mediana da pesquisa 'Projeções Broadcast'

29 jan 2026 - 14h51
(atualizado às 15h16)
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BRASÍLIA - O mercado de trabalho brasileiro fechou 618.164 postos de trabalho em dezembro, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira, 29, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A variação do mês foi de -1,26%, o que, segundo a pasta, é compatível com o padrão histórico do Novo Caged, cuja média de dezembro em 2023 e 2024 foi de -1,07%. É o pior mês de dezembro desde a pandemia, em 2020.

Como ficou o saldo no ano?

Em 2025, o saldo é positivo em 1.279.498 carteiras assinadas. Esse foi o pior saldo de empregos formais registrados no ano da série histórica atual, iniciada em 2020, ano da pandemia, quando foram fechados 189.393 postos de trabalho.

O resultado do ano passado decorreu de 26.599.777 admissões e 25.320.279 demissões. O estoque de empregados celetistas passou de 47.194.850 vínculos para 48.474.348.

O mercado financeiro esperava um novo avanço no emprego no ano, e o resultado veio abaixo da mediana das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que indicava abertura de 1,4 milhão de postos de trabalho. As expectativas variavam de 1.315.146 a 1.895.130.

O saldo de dezembro é resultado de 1.523.309 admissões e 2.141.473 desligamentos. Em novembro, o saldo havia sido positivo em 84.109 vagas, já incorporando os ajustes na série.

O resultado veio pior do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um fechamento líquido de 481.300 vagas. As estimativas para esta leitura, todas de fechamento, variavam de 560.015 a 264.848 vagas.

Os números por setor

Todos os cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas registraram saldos negativos em dezembro. O setor de serviços fechou 280.810 vagas; a indústria fechou 135.087; a construção civil fechou 104.077; o comércio fechou 54.355; e a agropecuária fechou 43.836 postos.

No acumulado do ano, todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de serviços, com saldo de 758.355, seguido pelo Comércio, com 247.097 postos. Indústria teve saldo de 144.319 empregos, Construção registrou 87.878 vagas e Agropecuária, 41.870 postos de trabalho.

Por unidade da federação

Em dezembro de 2025, todos os Estados apresentaram saldos negativos, com destaque para São Paulo (-224.282 postos), Minas Gerais (-72.755) e Paraná (-51.087).

Em 2025, todas as unidades da federação obtiveram resultado positivo no Caged. O melhor desempenho entre os Estados foi registrado em São Paulo, com a abertura de 311.228 postos de trabalho. Já o pior desempenho entre os Estados foi registrado em Roraima, com a abertura de apenas 2.568 postos de trabalho.

O salário médio de entrada

O salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78 uma redução de R$11,86 (-0,51%) em relação a novembro de 2025 (R$ 2.315,44). Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o aumento foi de R$ 57,18 (+2,55%).

Estadão
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