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Ascensão meteórica: brasileiro detalha como foi de suporte técnico a vice-presidente de multinacional em 8 anos

Empresário Lucas Felisberto viu a empresa de tecnologia crescer, e hoje coordena estratégias para toda a América

10 jun 2025 - 04h59
(atualizado às 15h12)
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Resumo
Lucas Felisberto, aos 26 anos, é vice-presidente para a América Latina da multinacional de tecnologia Jitterbit, destacando-se por sua trajetória meteórica que começou como analista de suporte técnico aos 18 e impulsionou o crescimento global da empresa.
Lucas Felizberto, Vice-presidente para a América Latina da Jitterbit
Lucas Felizberto, Vice-presidente para a América Latina da Jitterbit
Foto: Divulgação

"Eu entrei com 18 anos, como analista de suporte técnico. Hoje, aos 26, sou vice-presidente para a América Latina". A fala de Lucas Felisberto pode soar como uma exceção em um mundo corporativo frequentemente marcado por carreiras lentas e hierarquias rígidas. No entanto, mostra que o improvável pode ser possível.

Paulistano de nascimento, Lucas passou a infância em Honduras, onde seus pais atuaram como missionários por mais de uma década. Lá, aprendeu inglês e espanhol antes mesmo do português. "Fui alfabetizado em espanhol, depois em inglês. O português só veio aos 15 anos, quando voltei para o Brasil", contou ao Terra.

Esse domínio de idiomas foi essencial para abrir portas, mas foi sua atuação dentro da multinacional de tecnologia, com sede na Califórnia, que moldou sua ascensão. A Jitterbit, especializada em integração de sistemas e dados --"um tradutor de línguas para empresas com milhares de sistemas diferentes", como explica Lucas-- estava apenas começando no Brasil quando ele ingressou. "Éramos dez colaboradores. Hoje, somos 400, atuando em mais de 50 países."

A virada de chave veio com a criação do setor de Customer Success, responsável por garantir não apenas o suporte ao cliente, mas também a retenção e expansão das receitas. "Em 2021, dobramos o tamanho da empresa. Só minha área foi responsável por 60% desse crescimento", relata, com orgulho.

O desempenho chamou a atenção não só dos fundadores e do CEO, mas também dos investidores. Quando a Jitterbit passou por uma negociação de aquisição de uma empresa, Lucas foi convocado para participar diretamente da mesa de negociação por ser poliglota --algo incomum para alguém de sua posição e idade.

"Não era mais vender um produto, era vender a nossa empresa. Tive que entender tudo: desde o funcionamento da rede de Wi-Fi até a arquitetura técnica da solução."

Essa experiência foi, segundo ele, transformadora. "Sempre vi a empresa da perspectiva de colaborador. Mas quando sentei do outro lado da mesa, percebi que ser o CEO não é nada fácil. Tem que ver como o negócio impacta vidas positivamente."

Intraempreendedor

Lucas se define como um "intraempreendedor" --termo usado para quem empreende dentro de empresas já existentes: 'Não fundei a Jitterbit, mas tudo começou três anos antes da minha entrada. Eu peguei no início."

Hoje, ele lidera operações em toda a América Latina, reportando diretamente ao CEO nos Estados Unidos. E ainda se emociona ao ver o impacto da tecnologia brasileira ganhando o mundo. "É difícil você ver empresas exportando tecnologia. Normalmente o brasileiro importa a tecnologia, e hoje a gente está fazendo isso. É gratificante. Metade da nossa força de trabalho está no Brasil, então de fato é exportando do Brasil para o mundo. Me deixa muito feliz e orgulhoso de ser brasileiro."

Apesar de todo o sucesso, Lucas mantém os pés no chão. "Hoje eu estou aqui numa cadeira que para mim é simplesmente um cargo, mas que eu estou resolvendo problemas de clientes, numa escala muito maior agora", diz.

Fonte: Redação Terra
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