Com spin-off do refino, Galp foca em crescer negócio de upstream no Brasil e na Namíbia
A empresa portuguesa de energia Galp focará no crescimento de seu negócio de upstream a partir de campos de petróleo no Brasil e na Namíbia e poderá listar partes de sua recém-formada unidade de downstream em alguns anos, disse o copresidente João Diogo Marques da Silva à Reuters nesta terça-feira.
A companhia informou no início deste mês que estava em negociações com a Moeve para combinar seus negócios em duas novas entidades, uma com foco no varejo e outra no refino.
O negócio de produção de petróleo e gás upstream da Galp, que inclui participações em campos petrolíferos não desenvolvidos no offshore da Namíbia, não será incluído na fusão.
O acordo, se bem-sucedido, criaria duas novas empresas e resultaria na formação de uma das maiores refinarias da Europa.
O anúncio da fusão levou a especulações de analistas de que a Galp poderia tentar vender seu negócio de upstream.
Marques da Silva disse que a Galp está focada em expandir o negócio de upstream, em vez de torná-lo um alvo de aquisição, já que a produção vai crescer 10% em 2026 somente no Brasil.
"Temos uma história única no upstream. Construímos uma história de crescimento única com uma base de ativos muito forte", disse ele em uma entrevista na reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos. "Estamos procurando opções adicionais de criação de valor."
A Galp pode voltar à Angola se surgirem oportunidades, acrescentou.
A empresa de energia também avaliará uma listagem pública dos negócios resultantes da fusão com a Moeve após pelo menos dois anos, disse Marques da Silva, acrescentando que eles estão esperando um acordo final sobre a transação em meados de 2026, quando as avaliações se tornariam mais claras.
A Galp controlaria 50% do empreendimento de varejo com a Moeve e cerca de 20% do refino.