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Petróleo dispara e Petrobras segura repasse, mas combustível pode subir com crise no Oriente Médio

O repasse e o aumento nas bombas podem se tornar inevitáveis se o cenário internacional persistir

7 mar 2026 - 04h58
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Se os preços internacionais permanecerem elevados por mais tempo, a tendência é que a Petrobras faça algum reajuste no preço do combustível para reduzir a defasagem
Se os preços internacionais permanecerem elevados por mais tempo, a tendência é que a Petrobras faça algum reajuste no preço do combustível para reduzir a defasagem
Foto: Reprodução/Agência Brasil / Estadão

A alta recente do petróleo no mercado internacional ainda não foi repassada ao consumidor brasileiro, mas o aumento nas bombas pode se tornar inevitável se o cenário persistir, segundo especialistas consultados pelo Terra. Na sexta-feira, 6, o barril era cotado a US$ 92, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, a principal rota marítima do Oriente Médio e por onde passa 20% do petróleo comercializado mundialmente.

Embora exista uma tradição no Brasil da Petrobras segurar preços, ainda mais em ano de eleição, para não impactar o voto, a tendência é que Madga Chambriard, presidente da estatal, não segure o repasse por tanto tempo diante de um cenário de pressão global. 

Rafael Chaves, economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EPGE), reforça essa ideia ao explicar que gasolina e diesel são derivados do petróleo e, portanto, seus preços costumam acompanhar o movimento da matéria-prima. Na avaliação do economista, se a guerra no Oriente Médio continuar e o petróleo permanecer em níveis elevados, o repasse no mercado interno ocorrerá ao longo do tempo. 

“Gasolina e diesel são feitos de petróleo. É como você dizer que o preço do suco de laranja não pode descolar do preço da laranja. A mesma lógica vale para gasolina e diesel: em algum momento, a alta acaba sendo repassada à Petrobras, que vende gasolina e diesel no atacado nas refinarias”, afirma Rafael Chaves.

Não há certeza nem data definida quando ocorrerá o repasse. A estatal costuma esperar para entender se a alta do petróleo é momentânea ou duradoura. Se os preços internacionais permanecerem elevados por mais tempo, a tendência é que a Petrobras faça algum reajuste para reduzir a defasagem, ainda que não repasse toda a alta de uma vez.

“Se hoje a Petrobras fosse reduzir a defasagem que está na casa de 30% na gasolina e 40% no diesel, aí teria realmente um aumento bastante grande, seria de 30% na gasolina e 40% no diesel”, afirma o economista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Mesmo sem a Petrobras ter feito ainda o repasse, há registros em redes sociais de motoristas reclamando de aumento no preço nos postos pelo País. Adriano Pires alerta que não faz sentido postos de combustíveis aumentarem no preço agora, porque ele está comprando a um valor que ainda não foi majorado pela Petrobras. 

Especialistas indicam que aumentos sem mudança no preço das refinarias podem levantar suspeitas de prática abusiva. O consumidor pode:

  • registrar reclamação em órgãos de defesa do consumidor, como o Procon;
  • denunciar ao órgão regulador do setor, a Agência Nacional do Petróleo (ANP);
  • guardar nota fiscal ou registrar o preço como prova da mudança repentina.

No curto prazo, especialistas afirmam também que abastecer agora pode ser vantajoso, já que não há aumento imediato nas bombas. Pode ser uma estratégia para se proteger de um eventual aumento nas próximas semanas, caso o petróleo continue caro e a estatal decida fazer repasses.

Fonte: Portal Terra
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