Alemanha e Itália alertam para riscos à competitividade da UE e pedem medidas concretas
Alemanha e Itália alertaram que a União Europeia corre o risco de ficar atrás dos Estados Unidos e da China a menos que os líderes cheguem a um acordo sobre as reformas para reavivar a competitividade do bloco, de acordo com um documento preparado antes de uma cúpula informal no próximo mês.
O documento, que posiciona Alemanha e Itália como as principais potências industriais da Europa, pede mudanças radicais para reduzir a burocracia, acelerar as aprovações de licenças e aprimorar o mercado único europeu.
O documento, analisado pela Reuters, alerta que os padrões de vida e a soberania da Europa estão ameaçados, com muitos novos concorrentes aumentando sua influência global.
"Continuar no caminho atual não é uma opção. A Europa deve agir agora", afirma o comunicado conjunto.
O documento foi elaborado para o Retiro dos Líderes em Alden Biesen, na Bélgica, em 12 de fevereiro, onde o chanceler alemão, Friedrich Merz, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pressionarão por uma estratégia coordenada da UE para apoiar as empresas e atrair investimentos.
O documento pede que os líderes usem a reunião e o Conselho Europeu em março para chegar a um acordo sobre compromissos concretos.
O documento cita números do Fundo Monetário Internacional que mostram que as barreiras internas da UE equivalem a tarifas internas de até 44% para o comércio de mercadorias e mais de 110% para o comércio de serviços. O texto pede uma "ambiciosa redução da carga regulatória."
Ele ainda propõe procedimentos de aprovação acelerados, revogação rotineira de leis ultrapassadas e análise mais rigorosa de novas regras, com relatórios regulares aos líderes da UE sobre o progresso.