Ações ficam estáveis com pressão sobre petróleo e títulos
As ações europeias fecharam estáveis nesta segunda-feira, com o índice STOXX 600 inalterado. O forte avanço das construtoras britânicas, impulsionadas por um novo plano governamental de incentivo à compra do primeiro imóvel no Reino Unido, foi neutralizado pela alta de 2% no petróleo Brent após tensões entre EUA e Irã, além da pressão dos elevados rendimentos dos títulos alemães, que atingiram o maior patamar desde 2009 e reduziram a busca por risco no continente.
As ações europeias ficaram estáveis nesta segunda-feira já que a alta das construtoras britânicas foi compensada pelo aumento nos preços do petróleo e pelos rendimentos elevados dos títulos, o que reduziu o apetite por risco.
O índice pan-europeu STOXX 600 fechou inalterado em 638,68 pontos.
As ações das construtoras britânicas dispararam depois que o governo anunciou que confirmará um novo programa de empréstimos para compradores da primeira casa no orçamento do próximo mês, reavivando o apoio à aquisição de imóveis próprios e à construção residencial.
As ações da Persimmon, da Barratt Redrow, da Taylor Wimpey e da Vistry dispararam entre 10,4% e 14,7%. O índice FTSE 100, que reúne as principais empresas britânicas, no entanto, fechou com queda de 0,1%.
"O plano reduzirá o valor do sinal exigido de 5% para 2,5%, o que deve ajudar a facilitar o acesso de compradores da primeira casa com renda mais baixa", disse Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB.
"O cenário mudou para as construtoras do Reino Unido e podemos estar vendo o início de um novo mercado em alta para esse setor."
Os ganhos do mercado foram contidos por um aumento de 2% no petróleo Brent depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou uma proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz e pôr fim às hostilidades.
As ações do setor de energia europeu subiram 0,8%, enquanto as mineradoras caíram 1,2%, com o ouro atingindo a menor cotação em sete semanas e o cobre caindo para a mínima em uma semana.
Os rendimentos dos títulos permaneceram elevados. O rendimento dos títulos públicos alemães de 10 anos, referência da zona do euro, estava em 3,643%, seu nível mais alto desde junho de 2009.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,10%, a 10.684,88 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,13%, a 25.374,42 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,01%, a 8.078,48 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,21%, a 51.759,90 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,51%, a 19.600,30 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,08%, a 9.712,35 pontos.
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