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Ações do Nubank caem ao menor patamar desde IPO após regra do BC que exige mais capital

O Banco Central anunciou exigências de capital mais elevadas para instituições de pagamento; regras atingem em cheio a fintech

11 mar 2022 - 14h06
(atualizado às 18h04)
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As ações do Nubank atingiram nesta sexta-feira, 11, o menor patamar desde que a fintech brasileira abriu o seu capital. A queda ocorre após a definição de novas regras do Banco Central brasileiro, que exigirão mais capital de instituições de pagamento. Quando o Nubank abriu o capital, foi avaliado em US$ 42 bilhões. Na mínima do dia, o papel caiu a US$ 6,51. Às 17h55, a ação era negociada a US$ 6,53.

Até então, o menor patamar das ações do Nubank havia sido visto em janeiro deste ano, quando testaram os US$ 6,75 pela primeira vez. Com a queda desta sexta-feira, o valor de mercado do banco digital caiu ao patamar de US$ 30 bilhões, ficando mais distante dos dois bancos tradicionais, Itaú Unibanco (US$ 45 bilhões) e Bradesco (US$ 36,7 bilhões).

As novas regras do BC atingem em cheio o Nubank. O regulador brasileiro anunciou na manhã desta sexta-feira exigências de capital mais elevadas para instituições de pagamento, considerando o porte e a complexidade de cada agente. As novas regras entrarão em vigor somente em 2023 e serão implementadas de forma escalonada até 2025.

Procurado, o Nubank ainda não se posicionou sobre as novas regras.

Impacto limitado

A nova adequação de capital e as exigências de taxa de reserva serão os principais impactos para o Nubank da medida anunciada pelo Banco Central brasileiro para as instituições de pagamento, avalia o Citi. Quanto ao capital, a casa de análise não enxerga grandes reflexos, especialmente porque o banco digital está bem capitalizado após seu IPO bem-sucedido em dezembro.

"No entanto, as novas taxas de compulsório podem colocar uma leve pressão sobre o futuro NII da Nu, em nossa opinião, uma vez que precisará alocar depósitos para instrumentos de menor rendimento", complementam os analistas Ashwin Shirvaikar, Gabriel Gusan e Jörg Friedemann.

No curto prazo, o impacto deve ser limitado, pois o Nubank possui depósitos em excesso (US$ 9,6 bilhões de depósitos de clientes no quarto trimestre de 2021 versus US$ 2,0 bilhões em ativos de rendimento de juros) e já remunera os depositantes em 100% da taxa interbancária.

O Citi destaca que com a nova regra do BC, as instituições de pagamento terão exigências proporcionais à sua complexidade. Além disso, haverá três novas classificações. De acordo com o novo esquema, os analistas entendem que o Nubank seria classificado como uma instituição Tipo 3 e uma empresa financeira S2, pois seus ativos atualmente representam cerca de 1% do PIB do Brasil (S2 representam entre 1%-10% do PIB).

O Citi reitera a recomendação de compra para os papéis do Nubank, com preço-alvo de US$ 12. O valor representa um potencial de alta de 70,2% em relação ao fechamento mais recente da ação listada na New York Stock Exchange.

Estadão
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