O ‘BBB’ transformou Tadeu Schmidt em um homem rico e revela a hierarquia de salários da TV
Comandar o reality show vale mais do que protagonizar novelas ou ancorar o principal telejornal do país
Marisa Orth é lembrada como a primeira e única mulher a apresentar o ‘Big Brother Brasil’. Ela dividiu a 1ª edição com Pedro Bial ao longo de algumas semanas, mas saiu por não se adaptar ao formato.
Questionada sobre o motivo de ter aceitado arriscar sua imagem de atriz consagrada em um reality show, ela foi objetiva: “Aumentaram meu cachê. Fui picada pelo bichinho do apresentador. O apresentador ganha em seis meses o que o ator ganha em 60 anos.”
Não é exagero. Estima-se que o atual comandante do ‘BBB’, Tadeu Schmidt, fature até R$ 2 milhões por mês no período de exibição, somando salário fixo, merchandising e comerciais de marcas associadas ao programa.
Ele se tornou mais valorizado financeiramente do que qualquer ator. Na Globo, hoje, são raros os artistas de novelas que ganham R$ 100 mil mensais.
É mais bem pago também que os âncoras do ‘Jornal Nacional’, César Tralli e Renata Vasconcellos (entre R$ 300 mil e R$ 500 mil).
Esses ganhos impressionantes de Tadeu não soam como um excesso, mas sim a consequência direta da receita extraordinária que o reality show gera à emissora. Esta 26ª edição deve render R$ 1,3 bilhão em 100 dias de transmissão.
Além disso, o apresentador se torna a garantia de credibilidade do produto. Não é coincidência a Globo sempre ter escolhido nomes respeitados do jornalismo para estar à frente do ‘Big Brother’.
Aliás, os antecessores na função, Tiago Leifert (2017-2021) e Pedro Bial (2002-2016), também multiplicaram o patrimônio no programa e continuam entre os nomes mais fortes e bem remunerados para campanhas publicitárias de grandes marcas.