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Suicídio de apresentadora de TV acende busca por regras mais rígidas na mídia britânica

17 fev 2020
14h25
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O suicídio de Caroline Flack, uma das estrelas de TV mais famosas do Reino Unido, levou quase 350.000 pessoas a assinar uma petição exigindo leis mais duras sobre a maneira como os tabloides tratam as celebridades.

Caroline Flack em Londres
25/02/2015 REUTERS/Suzanne Plunkett
Caroline Flack em Londres 25/02/2015 REUTERS/Suzanne Plunkett
Foto: Reuters

Flack, de 40 anos, ex-apresentadora do popular reality show "Love Island" e vencedora da versão britânica de "Dancing with the Stars", foi encontrada morta em seu apartamento em Londres no sábado, após cometer suicídio.

Ela deixou o cargo de apresentadora depois de ser acusada de agredir o namorado em dezembro, o que ela negou.

A morte de Flack provocou um debate sobre a maneira como a imprensa britânica de tabloides, conhecida por suas táticas agressivas de reportagem, cobre celebridades e o nível de veneno que pode ser direcionado a pessoas nas mídias sociais.

Ela já havia falado sobre sua batalha contra a depressão.

A petição, assinada por 346.000 pessoas às 12h10 (horário de Brasília) desta segunda-feira, pede a proibição do uso de citações anônimas, invasão de privacidade, publicação de informações privadas e divulgação dos registros médicos ou de saúde de um indivíduo.

"Isso evitará danos pessoais, suicídio, abuso de substâncias e problemas de saúde mental", segundo a petição. "Vamos nos unir e de uma vez por todas fazer uma mudança."

O programa "Love Island" voltará ao ar na segunda-feira à noite, após dois dias sem transmissão, informou a emissora ITV, e incluirá uma homenagem à ex-apresentadora.

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