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Exclusivo: Ouça dueto de Nando Reis e Pitty, 'Um Tiro no Coração'

Cantor e compositor lança single que fará parte de um projeto chamado 'Nando Hits'

10 jun 2021 18h22
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Nando Reis lança nesta sexta-feira, dia 11, nas plataformas digitais, o single Um Tiro no Coração, canção que ele compôs no final dos anos 1990. A faixa fará parte de uma série de singles que o músico lançará ao longo do ano que, dentro de um projeto chamado Nando Hits. A produção da faixa é de Nando Reis, Pupillo e Felipe Cambraia.

Reis convidou a roqueira baiana Pitty para dividir os vocais com ele nessa regravação. Os dois já haviam se encontrado algumas vezes em palco, como em uma apresentação que os juntou ao rapper Marcelo D2. A cantora também cantou na faixa Azul de Presunto, do disco Jardim - Pomar, que o compositor lançou em 2016.

"Eu sou um homem muito cantado pelas vozes femininas. São mulheres que foram muito marcantes na minha história, como Cássia (Eller) e Marisa (Monte). Pitty também é uma delas. Reconheço na sua constituição como artista aquilo que mais me impressiona: força, originalidade e marca pessoal, que não só é absolutamente adequada para essa canção, como para qualquer outra que eu a convidasse para cantar", diz Nando.

Um Tiro no Coração foi lançada pela cantora Sandra de Sá em 2000, no disco Momentos que Marcam Demais. Cássia Eller (1962-2001), uma espécie de voz oficial da obra de Nando, participou da gravação. Posteriormente, Cássia e Nando a cantaram em um evento. A gravação foi, anos depois, incluída na coletânea póstuma Relicário.

Nando conta que Cássia gostava muito da canção e enxerga em Pitty, além das qualidades que já descreveu, uma coragem para encarar a releitura. "É incontestável, ou difícil de esquecer, que as músicas que foram cantadas pela Cássia sempre têm uma espécie de desafio. Acho admirável as mulheres que topam cantá-las", diz.

Recentemente, Nando lançou um EP chamado Nando & Sebastião no qual dividiu faixas, vocais, arranjos e violões com o filho Sebastião. Entre as canções regravadas por eles, estão Resposta, Os Cegos do Castelo, Eles Sabem e Para Luzir o Dia.

"O EP nasceu do nosso encontro nas lives. Foi meio natural que registrássemos algo no estúdio, onde se tem condições de desenvolver melhor o trabalho. O Sebastião, além de ser um músico já com maturidade e linguagem própria, tem uma mente de produtor e arranjador. Não há músicas inéditas nesse trabalho. Muitas delas têm diversas gravações e arranjos. Queria, de certa forma, ouvi-las à maneira do Sebastião. Eu gravei voz e violão base e o deixei no estúdio. É um disco que me emociona muito", diz.

Nando afirma que não tem encontrado muita inspiração para compor neste período de pandemia, não só pelas limitações e tristezas que ela traz, mas, segundo ele, no caso do Brasil, pelo cenário político que o país apresenta. "A parte que mais me agrada no Brasil - que é a arte - está sendo trucidada. No entanto, temos que, dentro da nossa capacidade de abstração e até de sobrevivência, sublimar a realidade em busca do que é o sonho, um modelo de vida e de sociedade que ainda está vivo", diz.

O músico não poupa críticas ao presidente Jair Bolsonaro. "O cenário político é lamentável, horroroso. Temos um presidente inescrupuloso, mentiroso. Estou com raiva. E não gosto de raiva, não é um sentimento que me faça bem. A raiva não é inspiradora. Pode ter sido na minha adolescência, mas agora não é. Aliás, a pandemia não tem nada de inspirador. Ela é apenas o retrato desse país cadavérico, rumo a sua morte", afirma.

Apesar dessa desilusão, Nando revela que já tem um novo álbum em vista, ainda sem data para ser lançado, no qual tem trabalhado "a conta-gotas".

Estadão
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