Por que os efeitos especiais em 2025 são piores do que os de 2010? A indústria do cinema sabe o culpado
Da era de ouro do CGI à era do plástico digital: assim arruinamos os efeitos especiais em 15 anos
Quando James Cameron lançou Avatar em 2009, a indústria cinematográfica vislumbrou o que parecia ser o futuro dos efeitos visuais. O filme estabeleceu um padrão técnico que, curiosamente, o cinema atual não apenas não conseguiu superar, como muitas vezes nem sequer chega perto de. O problema não é tecnológico: as ferramentas de software avançaram exponencialmente desde então. Mas a indústria evoluiu de tal forma que tudo parece pior do que antes.
Não é preciso ir até o ápice da imagem digital que foi o filme de Cameron. Piratas do Caribe: O Baú da Morte (2006) apresentou, com Davy Jones e sua barba de tentáculos, uma das melhores misturas de CGI com imagem real já vistas. Interestelar (2014) contou com a participação do astrofísico Kip Thorne em suas sequências espaciais. Basta comparar a textura fotorrealista dos Na'vi ou de Jones com os acabamentos plastificados da Marvel e da DC para constatar que algo fundamental mudou na forma de produzir efeitos especiais.
O denominador comum em todas elas era o tempo. Nesta análise sobre a crise dos efeitos visuais, explica-se que as produções daquela década contavam com cronogramas de pós-produção que variavam entre 18 e 24 meses. Avatar teve dois anos completos para a fase de efeitos. Suas sequências partiram de prazos semelhantes. As imagens espetaculares de A Origem, com a cidade se dobrando sobre si mesma — outro marco da época —, levaram meses de planejamento. Luxos que hoje são praticamente impensáveis.
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